|
A+ / A-

O Pai Natal é um sem-abrigo? Veja o vídeo do novo mural de Banksy

11 dez, 2019 - 12:22 • Marta Grosso

O artista plástico britânico de identidade desconhecida lançou uma nova obra onde deixa mais uma crítica social.

A+ / A-

Está a tornar-se viral o vídeo sobre o mais recente mural de Banksy, o artista plástico britânico que teve as obras expostas em Lisboa até há pouco tempo. Nesta quadra natalícia, o mural mostra um sem-abrigo a ser puxado por renas.

O vídeo foi partilhado na rede social Instagram na segunda-feira e tem como cenário uma rua de Birmingham (Vyse Street). Ryan, sem-abrigo, é a estrela.

“Durante os 20 minutos em que filmámos Ryan no seu banco, as pessoas que por ali passaram deram-lhe uma bebida quente, duas barras de chocolate e um isqueiro. Isto, sem que ele pedisse alguma coisa”, escreve Banksy na publicação.

“Deus abençoe Birmingham”, conclui.

O artista decidiu combinar a época natalícia com a aproximação de eleições no Reino Unido e o enfoque nas questões sociais. Conhecido pela sua veia satírica e subversiva com toques de humor negro, Banksy (cuja verdadeira identidade não foi ainda desvendada) decidiu abordar a problemática dos sem-abrigo, cujo número atingiu um nível recorde durante o Governo do Partido Conservador, agora liderado por Boris Johnson.

“I’ll Be Home for Christmas” (estarei em casa pelo Natal, na tradução para português) é a música escolhida para o vídeo, que já conta com mais de três milhões de visualizações.

As obras de Banksy estiveram expostas em Lisboa, na Cordoaria Nacional, entre junho e novembro. “Génio ou vândalo” era o título da mostra que o artista britânico criou para Veneza, para a Bienal de Veneza.

Os cerca de 70 originais expostos foram cedidos por colecionadores privados internacionais.

Tópicos
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.