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Vulcão. Número de mortos na Nova Zelândia sobe para seis

10 dez, 2019 - 07:30 • Redação com Reuters

Especialista fala de "um desastre à espera de acontecer".

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As autoridades da Nova Zelândia atualizaram o número de mortos para seis: as imagens aéreas mostraram vários corpos junto à cratera do vulcão que entrou em erupção na Ilha Branca; e um dos feridos graves morreu.

Dos 31 feridos, pelo menos, 27 ficaram com mais de 71% do corpo queimado e estão em estado considerado grave. Há ainda a registar dois desaparecidos.

Um paramédico descreveu o resgate como uma “experiência chocante”. Russel Clark disse à Televisão da Nova Zelândia que “estava tudo coberto de cinza”, que não encontrou sobreviventes na ilha e que deve ter sido “muito traumático” para quem esteve no vulcão.

Entretanto, foi foi aberta uma investigação para determinar se houve responsabilidades dos operadores turísticos e de outras instituições, na morte de pelo menos cinco pessoas na sequência da erupção do vulcão Whakaari.

Durante o dia, aviões da polícia e da Força Aérea neozelandesas vão continuar a sobrevoar o vulcão para tentar encontrar os desaparecidos.

De acordo com as autoridades, 47 pessoas foram vistas na ilha na altura da erupção, das quais 24 são australianos, nove norte-americanos, cinco neozelandeses, dois alemães, dois chineses, dois britânicos e um malaio.

A primeira-ministra Jacinda Ardern já confirmou que não há pessoas vivas na ilha, tendo sido decretado um perímetro de segurança de 50 quilómetros. A governante revelou que “havia dois grupos na ilha, dos quais um conseguiu ser retirado e outro que estaria mais perto do local da erupção”.

No dia 3 de dezembro, o grupo de controlo de atividades geológicas da GeoNet alertou que o vulcão “entrou num período de atividade eruptiva”, embora tenha apontado que a situação não representava “um perigo direto para os visitantes”.

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"Um desastre à espera de acontecer"

O vulcão Whakaari, como é conhecido na língua maori, é o mais ativo vulcão do país. Cerca de 70% da estrutura da ilha vulcânica está submersa, tornando-o no maior vulcão neozelandês. O cone do vulcão tem 900 metros de altura.

Tipicamente, este vulcão tem erupções explosivas que ocorrem com poucos sinais de alerta e que habitualmente têm impacto na zona da cratera. Estas explosões projetam pedras quentes e nuvens de cinza.

O professor emérito da universidade australiana Monash, Ray Cas, disse que este “era um desastre à espera de acontecer”.

“Já o visitei duas vezes e sempre senti que era demasiado perigoso para permitirem visitas diárias de grupos”, disse o professor.

O nível de alerta do vulcão tinha sido elevado em novembro, devido ao aumento de atividade. A última erupção fatal aconteceu em 1914, com a morte de 10 trabalhadores das minas sulfúricas.


[notícia atualizada às 12h00 com o ferido grave que morreu]

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