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República Centro-Africana. Trabalho dos militares portugueses “deixa marca”

08 dez, 2019 - 16:32 • Ana Rodrigues , João Pedro Barros

João Gomes Cravinho vê um “progresso lento” num país marcado pela guerra e por um Estado fraco, onde Portugal está presente desde 2017.

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O trabalho dos militares portugueses na República Centro-Africana “deixa marcas” e já provocou progressos, avaliou este sábado João Gomes Cravinho. O ministro da Defesa falou à Renascença, no âmbito de uma visita à sexta força nacional destacada para o país.

“Há muito para fazer, mas fico muito satisfeito por ver os progressos, porque sei que os contingentes portugueses na MINUSCA, a missão da ONU, e na EUTM, que é a missão de formação da União Europeia, fizeram aqui um trabalho que deixa marcas e muito positivo para os centro-africanos”, declarou.

Forças portuguesas sofrem emboscada na República Centro-Africana
Forças portuguesas sofrem emboscada na República Centro-Africana

A República Centro-Africana é um país marcado pela guerra e pelo fracasso do Estado, por onde já passaram mais de 1.000 militares portugueses, desde 2017. No decorrer das várias missões, os portugueses já travaram alguns confrontos e, em junho, um soldado ficou ferido com gravidade.

“O que vejo é um progresso lento. Naturalmente que quem cá chega percebe que os desafios são imensos, mas ao mesmo tempo já tenho suficiente experiência para perceber que há aqui um progresso positivo, esperança e o início da consolidação das Forças Armadas do país, que são um pilar fundamental para o Estado e para trazer paz e segurança ao território”, explica João Gomes Cravinho, que pisa pela terceira vez o território.

Os militares atualmente no território irão passar o natal em África, no âmbito de uma realidade “completamente diferente” da habitual, reconhece uma das militares, Ana Ramalho. “O trabalho em si é diferente, temos de nos adaptar e muitas vezes improvisar”, salientou.

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