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Movimento de Escolas Sem Amianto ouvido no Parlamento

04 dez, 2019 - 08:46 • Redação

Esta situação preocupa a sociedade em geral e em particular a comunidade educativa. Quase todas as semanas tem havido notícias de protestos, que fecham escolas para exigir a retirada deste material cancerígeno.

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O Movimento de Escolas Sem Amianto (MESA) é ouvido, esta quarta-feira, pela Comissão de Educação, no Parlamento, em Lisboa.

O Ministério da Educação diz estar há quatro anos a retirar placas de amianto das escolas. Mas o coordenador daquele movimento, André Julião tem dúvidas e revela que há dezenas de queixas de escolas com amianto.

“Neste momento, no MESA, temos 51 escolas e em nenhuma está ser efetuada qualquer obra de remoção de amianto. Além disso, na nossa plataforma de denúncias, que conta com cerca de 80 escolas, também nenhuma intervenção está a ser realizada”, contabiliza.

A Renascença tem vindo a pedir dados atualizados ao Ministério da Educação sobre a lista de escolas com amianto e aquelas que já foram intervencionadas, mas ainda não teve resposta.

O presidente do MESA lembra que já no verão houve um encontro com a comissão, onde os partidos se mostraram preocupados, mas dada a proximidade do fim de legislatura não foram elaboradas iniciativas parlamentares para a remoção do amianto das escolas. Agora com nova composição parlamentar, o Movimento volta a colocar o assunto na agenda.

Segundo esta organização, o levantamento de Materiais Contendo Amianto (MCA) foi realizado “de forma muito incompleta”, focando-se essencialmente no fibrocimento (telhas) e deixando de fora muitos outros materiais que também contêm amianto.

André Julião avança quais os pedidos que vão ser feitos no Parlamento: “Esperamos que os vários partidos estejam de facto interessados em resolver o problema, que façam pressão política para podermos ter o amianto removido de todas as escolas e, que, finalmente seja divulgada a tal lista de escolas e de outros edifícios públicos com amianto a que lei de 2011 obriga”.

O MESA, que nasceu no início do ano na zona de Lisboa, junta atualmente pais, alunos, professores e funcionários escolares de todo o país.

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