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O Mundo em Três Dimensões - Escravatura - 12/02/2019
O Mundo em Três Dimensões - Escravatura - 12/02/2019

O MUNDO EM TRÊS DIMENSÕES

Mais de 40 milhões de pessoas são sujeitas a algum tipo de escravatura

02 dez, 2019 • André Rodrigues , Paulo Teixeira (sonorização)


Dos mais de 40 milhões em situação de escravatura moderna, 25 milhões são vítimas de trabalho forçado. Três em cinco são mulheres e uma em quatro são crianças.

Há temas que já não deveriam mais fazer parte do nosso dia a dia, principalmente se julgarmos a evolução dos tempos em função do século em que vivemos... o século XXI, o século da tecnologia, o século do mundo civilizado onde falar de escravatura pode parecer, à primeira vista, descabido, deslocado no tempo.

Em 1761 Portugal aboliu a escravatura, no tempo em que o Marquês de Pombal era ministro do rei D. José.

258 anos depois, há uma nova escravatura sob a forma de trabalho forçado, tráfico de seres humanos, prostituição, trabalho infantil, casamentos combinados.

Os dados mais recentes da Organização Internacional do Trabalho falam de mais de 40 milhões de escravos dos tempos modernos. O que significa que temos, atualmente, mais escravos do que em qualquer outro período da nossa História.

Dos mais de 40 milhões em situação de escravatura moderna, 25 milhões são vítimas de trabalho forçado. Três em cinco são mulheres e uma em quatro são crianças, ou seja, o número de crianças sujeitas a algum tipo de escravatura corresponde ao total da população portuguesa.

São 10 milhões de seres humanos que produzem as roupas que encontramos nas grandes multinacionais do vestuário, ou que trabalham na construção, nas minas de lítio cujas baterias alimentam os nossos telemóveis e tablets.

Seres humanos traficados, que vivem e trabalham em troca de muito pouco ou quase nada.

África, Ásia e Pacífico são as 3 regiões do mundo onde esta nova escravatura assume contornos mais preocupantes.

Cerca de cinco milhões de pessoas são sujeitas a trabalhos forçados e exploração sexual, mais quatro milhões de voluntários à força para combaterem em guerras regionais, sobretudo em África.

Porquê que tudo isto ainda existe? Porque, por absurdo que pareça, a escravatura é um negócio bastante rentável e acontece mesmo aqui à nossa porta.

O lucro para os comerciantes de escravos dos tempos modernos chega a ser 30 vezes superior ao dos séculos XVIII e XIX.

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