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Museu denuncia Amazon por vender artigos de Natal com imagens de Auschwitz

02 dez, 2019 - 13:56 • Redação

A empresa norte-americana diz que já retirou os produtos da plataforma, após gestores do antigo campo de concentração nazi acusarem: "Ter Auschwitz num abre-latas é perturbador e desrespeitoso."

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O Memorial de Auschwitz denunciou, este domingo, a venda online de decorações natalícias com imagens do campo de concentração nazi.

Os responsáveis pelo museu criado no local onde se situou um dos mais famosos campos de concentração da Alemanha nazi, na Polónia, utilizou a rede social Twitter para criticar a venda destes artigos, pedindo à Amazon que os removesse.

“Vender 'decorações de Natal' com imagens de Auschwitz não parece apropriado. Auschwitz num abre-latas é perturbador e desrespeitoso”, criticou o museu na sua conta na rede social.

Também no Twitter, o museu anunciou que a Amazon parecia ter removido os artigos da sua base de dados, Mais tarde publicou uma atualização onde dava conhecimento de que tinha descoberto outros artigos, nomeadamente uma base para o rato e uma decoração natalícia de cerâmica com o vagão de carga utilizado para transportar judeus e membros de outras minorias para o extermínio em Auschwitz.

Ao jornal "Metro", um porta-voz da Amazon disse que “todos os vendedores devem seguir as políticas determinadas pela empresa e as que não o fazem estão sujeitas a consequências, incluindo verem a sua conta removida”, acrescentando que “os produtos em questão foram removidos”.

O campo de concentração de Auschwitz, construídos pela Alemanha nazi na Polónia após a ocupação do país durante a II Guerra Mundial, tornou-se um dos símbolos do holocausto. Dos mais de seis milhões de judeus europeus mortos no genocídio, um milhão foi executado em Auschwitz entre 1940 e 1945, incluindo cerca de 232 mil crianças. Calcula-se que mais de 100 mil não-judeus também terão sido mortos no mesmo campo de concentração.

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