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Deco encontrou irregularidades em 40% das pesquisas durante a "Black Friday"

02 dez, 2019 - 22:24 • Vítor Mesquita, com redação

Associação de Defesa do Consumidor já denunciou os casos à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica.

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A Deco encontrou 40% de irregularidades em mais 175 mil pesquisas durante a "Black Friday" e denunciou os casos à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE).

A Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor denuncia vários casos de desrespeito pela lei dos saldos e das promoções em sites e folhetos.

Em declarações à Renascença, Tito Rodrigues, jurista da Deco, dá conta de algumas das irregularidades detetadas.

“Encontrámos casos em que o vendedor não apresentava o preço anteriormente praticado, mas também tivemos casos em que o preço já tinha estado mais baixo do que anunciado na 'Black Friday' e outros ainda em que não havia uma verdadeira promoção, porque no espaço de 90 dias o preço já tinha estado abaixo daquele preço normal”, explica.

Eletrodomésticos, material tecnológico, puericultura, vestuário são as áreas onde a Deco diz ter encontrado mais problemas.

A associação espera que a atuação da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica possa ser dissuasora.

“Estamos a falar de 40% de casos em que não há verdadeira vantagem para o consumidor comprar na 'Black Friday', tendo em conta aquilo que eram os preços dois dias antes, a 27 de novembro. Estamos a falar de verdadeiras ilegalidades e esperamos que a ASAE venha a terreiro e aplique coimas dissuasoras”, afirma Tito Rodrigues, jurista da Deco.

"Desde 13 de outubro que um comerciante só pode fazer saldos e promoções se praticar um desconto sobre o preço mais baixo a que o produto foi vendido nos 90 dias anteriores, na mesma loja, e sem contar com eventuais períodos de saldo ou promoção", explica a Deco.

A Associação Portuguesa de Defesa do Consumidor já denunciou por carta à ASAE as irregularidades encontradas.

[notícia atualizada às 01h30]

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