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Volkswagen Passat GTE - Um lobo com pele de cordeiro

28 nov, 2019 - 15:25 • José Carlos Silva

Se há coisa que não falta ao Volkswagen Passat, é passado e experiência. Nascido em 1973, foi sendo constantemente renovado, e hoje mantém a premissa que o acompanhou: Espaço e conforto. E se por esta via cativa a família, já pelo motor apaixona o condutor.

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Os tempos são outros, é certo, e o Volkswagen Passat GTE embarca nos desafios do presente. Tem uma linha tão agressiva quanto sólida e compacta, e não desilude nem os clientes mais novos nem os mais conservadores.

Exterior

Na frente, a grelha divide o para-choques do capô, e opta pelo estilo tradicional, afinal de contas, uma grelha é uma grelha!

As óticas são esguias, mas não propriamente finas, o que confere um bom equilíbrio a toda a linha desta carrinha.

Na zona imediatamente abaixo do para-choques, num plano inferior, está outro conjunto plástico de cor negra, de grandes dimensões.

Na lateral, a linha de cintura é algo elevada e vincada, o que lhe dá um ar dinâmico. É impossível não reparar nos travões de cor azul que se revelam para lá das jantes.

Na traseira temos um desenho clássico onde pontua um spoiler, e o “lettering” Passat, com as letras devidamente espaçadas e ao centro a ocupar um terço da porta da mala.

Interior

Há veículos com interiores mais clean. O Volkswagen Passat não é espartano. Nada disso. O tablier em material aborrachado é feito de uma única peça. Imediatamente abaixo, ao centro e do lado do passageiro, foi desenhada uma grelha que acaba por fazer a fusão entre o exterior e o interior.

Os materiais utilizados estão de acordo com os valores que são pedidos ao comprador.

O quadrante é digital e apresenta as principais informações, GPS inclusive. Há outro ecrã digital no centro do tablier, com vários menus. De fácil utilização e de dimensões generosas.

Esta é uma carrinha que pode, de facto, ser utilizada por cinco pessoas. O espaço a bordo é agradável, tal como a iluminação que desenha frisos no interior das portas. O plafonier, de dia parece opaco e de noite debita uma luz branca suave.

Os bancos são confortáveis, e à frente, o condutor mal de apercebe da presença do cinto de segurança, que não é minimamente intrusivo.

A bagageira tem 650 litros.

Motor

Este é um bloco 1.4 a gasolina. Um bloco que por si só debita 156 cv. Mas a surpresa está no funcionamento do motor elétrico que eleva a potência para 218 cv. Este motor eléctrico, é suficiente para fazer mover, sozinho, esta carrinha de 1660 quilos. E melhor, confere-lhe uma autonomia de cerca de 50 quilómetros.

Conduzir o Volkswagen Passat é fácil. Em momento algum o condutor tem noção de estar num veículo grande. No limite, era bom que fosse um pouco mais rijo em curva. Mas o compromisso necessário com o conforto pode ter tido peso na equação. Contudo, nada que belisque o conjunto. Até porque rapidamente tudo se esquece quando se opta por conduzir em Modo GTE!

Aqui o Passat passa de cordeiro a lobo, transformando-se radicalmente. Não surpreende por isso que o construtor alemão assegure que dá 225 Km/h, e que vá do zero aos cem em apenas 7,6 segundos.

Em suma, uma carrinha para a família com um preço de 52.247 Euros (versão testada com extras), mas que pode ser também uma fonte de prazer para quem gosta de andar um pouco mais depressa.

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