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Digitalização

Manuais digitais no ensino. O difícil caminho até às escolas

26 nov, 2019 - 08:16 • Manuela Pires

Agrupamento de escolas da Boa Água é exemplo na digitalização, mas não graças ao Ministério da Educação. "Ficava mais barato para o Estado comprar os equipamentos do que oferecer os manuais em papel", sublinha diretor.

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Manuais digitais no ensino. O difícil caminho até às escolas

Há vários anos que os alunos do agrupamento de escolas da Boa Água, na Quinta do Conde, em Sesimbra, trabalham na sala de aula com "tablets" ou com telemóveis, mas ter manuais digitais ainda não foi possível.

O diretor do agrupamento, Nuno Mantas, reconhece à Renascença que ainda não conseguiu convencer o Ministério da Educação a disponibilizar os manuais digitais. “Ficava mais barato para o Estado comprar os equipamentos para os alunos e a assinatura do manual digital do que oferecer os manuais em papel”, sublinha o responsável.

Na Escola da Boa Água, estão em marcha vários projetos inovadores ao nível da digitalização no ensino, que incluem pôr os alunos a trabalhar com ferramentas tecnológicas, mas o financiamento para os equipamentos não veio do Ministério da Educação, antes de empresas, da Câmara de Sesimbra e dos próprios pais.

“Foram os encarregados de educação, a associação de pais e outras empresas de tecnologia que investiram na escola”, refere Nuno Mantas.

Há falta de professores de tecnologias

A escola de Nuno Mantas investiu muito dinheiro para ter na escola 4 redes de Wi-Fi; só a rede wireless para os alunos tem capacidade para 400 equipamentos estarem ligados em simultâneo.

Nesta escola, há um laboratório de aprendizagem interativa, mas tal como noutras é difícil contratar professores de tecnologias.

No caso das escolas da Boa Água, Nuno Mantas contornou o problema recorrendo à prata da casa. “Temos professores de português e de outras disciplinas que têm pós-graduações e mestrados em tecnologias e que podem dar umas horas de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), porque se não fosse assim não tínhamos professores.”

Foi uma solução caseira numa escola que há mais de oito anos decidiu investir nas novas tecnologias. Em 2011, numa parceria com a Universidade de Aveiro, surgiu a plataforma "Sapo Campus", uma espécie de Facebook da escola, onde os alunos comunicam entre si e com os professores e onde partilham trabalhos. Três anos depois, o projeto "EduLabs" para os alunos do 3.º e 7.º anos também mostrou bons resultados nas aprendizagens.

Há falta de professores de tecnologias

A escola de Nuno Mantas investiu muito dinheiro para ter na escola 4 redes de Wi-Fi; só a rede wireless para os alunos tem capacidade para 400 equipamentos estarem ligados em simultâneo.

Nesta escola, há um laboratório de aprendizagem interativa, mas tal como noutras é difícil contratar professores de tecnologias.

No caso das escolas da Boa Água, Nuno Mantas contornou o problema recorrendo à prata da casa. “Temos professores de português e de outras disciplinas que têm pós-graduações e mestrados em tecnologias e que podem dar umas horas de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), porque se não fosse assim não tínhamos professores.”

Foi uma solução caseira numa escola que há mais de oito anos decidiu investir nas novas tecnologias. Em 2011, numa parceria com a Universidade de Aveiro, surgiu a plataforma "Sapo Campus", uma espécie de Facebook da escola, onde os alunos comunicam entre si e com os professores e onde partilham trabalhos. Três anos depois, o projeto "EduLabs" para os alunos do 3.º e 7.º anos também mostrou bons resultados nas aprendizagens.

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