|
A+ / A-

Veneza

Praça de São Marcos fechada devido a nova inundação

15 nov, 2019 - 14:23 • Agência Lusa

"Sou obrigado a fechar a praça de São Marcos para proteger os cidadãos de Veneza de qualquer risco à saúde, um desastre", indicou autarca da cidade.

A+ / A-

O presidente da Câmara de Veneza, Luigi Brugnaro, ordenou esta sexta-feira o encerramento da célebre praça de São Marcos, ameaçada por uma nova inundação de dimensão excecional.

"Sou obrigado a fechar a praça de São Marcos para proteger os cidadãos de Veneza de qualquer risco à saúde, um desastre", indicou Brugnaro.

Nas primeiras horas da manhã de hoje, a praça de São Marcos já estava inacessível e foi atingido um pico de 154 centímetros, o que significa que 70% da cidade está inundada, embora abaixo do nível esperado de 160 centímetros.

Segundo o Gabinete Meteorológico de Veneza, o pico da maré foi de 154 centímetros às 11:26 (10:26 em Lisboa) e começou a descer lentamente, sobretudo graças à ausência de vento.

O Centro de Previsão de Marés da Câmara Municipal de Veneza registou às 09:15 (08:15 em Lisboa) uma subida da maré de 131 centímetros, de modo que a praça de São Marcos, o ponto mais baixo da cidade a 80 centímetros do nível do mar, encontrava-se inundada em cerca de 50 centímetros.

Por este motivo, o presidente da Câmara de Veneza, Luigi Brugnaro, decretou o fecho da praça de São Marcos por razões de segurança.

Face às inundações, o Governo italiano declarou na quinta-feira o estado de emergência.

“O Governo aprovou o estado de emergência em Veneza”, disse o primeiro-ministro, Giuseppe Conte, numa mensagem divulgada na rede social Twitter.

Giuseppe Conte acrescentou que vão ser disponibilizados 20 milhões de euros para as “intervenções mais urgentes, de apoio à cidade e à população”.

O primeiro-ministro passou a noite de quarta-feira em Veneza, onde monumentos, casas e empresas foram atingidos por inundações excecionais, tendo as águas atingido o valor mais elevado desde 1966.

A marca da água atingiu 1,87 metros na terça-feira, o que significa que mais de 85% da cidade foi inundada. O nível mais alto registado até agora foi de 1,98 metros durante as inundações em 1966.

A chuva intensa tem caído desde terça-feira em Itália, afetando em particular as regiões da Sicília, Calábria e Basilicata e Veneza, que se confrontou também com uma ‘acqua alta’ (maré alta) excecional.

Devido às cheias, a edição deste ano da Bienal de Arte de Veneza esteve encerrada na quarta-feira, mas reabriu hoje, disse a organização, acrescentando que, entretanto, mais de 1.300 pessoas já visitaram o certame, nas zonas do Arsenale e Giardini.

Portugal está representado nesta 58.ª edição da Exposição Internacional de Arte Contemporânea de Veneza com a exposição “a seam, a surface, a hinge or a knot” (“uma costura, uma superfície, uma dobradiça ou um nó”, em tradução livre), um projeto da artista Leonor Antunes.

Tópicos
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.