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Livre espera que haja "maioria progressista com Governo estável"

11 nov, 2019 - 00:50

Resultado deixa Espanha num impasse político, outra vez. Sánchez já disse que quer tentar formar um novo Governo progressista.

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O partido Livre considera que as eleições legislativas de domingo em Espanha "provam que do sectarismo entre forças progressistas nada de bom pode surgir", mas espera, apesar de "parecer improvável", que haja uma "maioria progressista, com um Governo estável".

Nas eleições espanholas de domingo, as segundas legislativas em sete meses, os socialistas do PSOE voltaram a ganhar sem maioria absoluta, elegendo 120 deputados (menos 3 do que em abril).

Para o Livre (centro-esquerda), que se estreou no parlamento português ao eleger em outubro uma deputada, "estas eleições provam, uma vez mais, que do sectarismo entre forças progressistas nada de bom pode surgir".

"A intransigência negocial na tentativa de formar um Governo com uma maioria parlamentar precipitou estas novas eleições, que resultaram em perdas para toda a esquerda e uma subida expressiva da extrema-direita", assinalou o Livre, responsabilizando o PSOE (Partido Socialista Operário Espanhol) e a coligação de esquerdas Unidas Podemos pelo "cenário de bloqueio" político.

A coligação Unidas Podemos consolidou no domingo a sua posição de quarta força política, mas perdeu 7 deputados, ficando com 35.

O Vox (extrema-direita) subiu de quinto para terceiro partido com assento parlamentar, mais do que duplicando o número de deputados, passando de 24 para 52.

O Partido Popular (PP) reforçou-se como segundo partido, elegendo 88 deputados, mais 22 do que em abril.

A Esquerda Republicana da Catalunha passou de sexta para quinta força política, ultrapassado o Cidadãos (direita liberal), ao eleger 13 deputados.

Face ao novo "impasse político" gerado, o Livre entende que "o cenário de umas novas eleições em Espanha a curto-prazo parece o mais provável".

Ainda assim, o partido "espera", apesar de "tal parecer improvável", que Espanha "possa sair destas eleições com uma maioria progressista, com um Governo estável e com bases de diálogo para a construção de uma solução para a Catalunha que satisfaça todas as partes".

Os espanhóis voltaram no domingo às urnas para eleger 350 deputados e 208 senadores.

As eleições foram convocadas em setembro pelo Rei de Espanha, depois de constatar que o primeiro-ministro socialista em funções, Pedro Sánchez, não conseguiu reunir os apoios suficientes para voltar a ser investido no lugar na sequência das eleições de 28 de abril.

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