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Supertaça de Espanha terá casa na Arábia Saudita nos próximos três anos

11 nov, 2019 - 14:27 • Redação

Mundial com Portugal motivou escolha do local. A Federação espanhola garante que as mulheres poderão entrar no estádio "sem restrição e com a roupa que considerem oportuna".

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A Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) anunciou, esta segunda-feira, que a Supertaça de Espanha será disputada na Arábia Saudita nos próximos três anos, ou seja, em 2020, 2021 e 2022, em formato de "final four".

Um dos motivos para a escolha do local está relacionado com a vontade de organizar o Mundial 2030 com Portugal, conforme revelou o presidente da RFEF, Luis Rubiales, na cerimónia de apresentação da prova:

"Espanha está num momento de internacionalização. Esta Federação está a liderar um projeto com o objetivo de que Espanha, juntamente com Portugal, seja organizadora de um Mundial no ano de 2030. E para nós, a imagem deste projeto, o fazer novas relações é fundamental para que nos conheçam e para que possam dissipar dúvidas, para que se criem laços importantes que façam com que nosso futebol goze mais ainda, se possível, de confiança, de êxito, de uma imagem que já é fantástica mas que ainda pode melhorar mais."

Direitos das mulheres serão preservados

O acordo entre a RFEF e a Arábia Saudita foi bastante contestado pela Amnistia Internacional, uma vez que os direitos das mulheres são reduzidos, naquele país. Contudo, Luis Rubiales garantiu que "as mulheres e os homens acudirão à Supertaça em situação de igualdade."

Mensagem sustentada por um porta-voz da RFEF, citado pelo jornal espanhol "As".

"As mulheres vão entrar nos três jogos livremente, sem restrição e com a roupa que considerarem oportuna. Não haverá uma zona do campo restringida especificamente para as mulheres, isso está estipulado no contrato. Não será a Supertaça da vergonha. Temos um acordo com a Federação da Arábia para desenvolver lá uma competição feminina e é algo que faremos", sublinhou.

Muitos milhões de euros para distribuição

O "As" garante que a RFEF vai distribuir, em cada edição, um total de 20 milhões pelos quatro clubes participantes (de forma não igualitária) e embolsará, ainda, outros 20 milhões por edição. No total, são 120 milhões.

O porta-voz da RFEF sublinhou que há "um acordo de confidencialidade", para não revelar os valores envolvidos. Contudo, confidenciou que o dinheiro "vai integralmente para o futebol feminino e para o futebol não profissional".

A versão de 2020 do troféu será discutido entre 8 e 12 de janeiro, por Real Madrid, Atlético de Madrid, Valência e Barcelona. Os duelos serão definidos através de sorteio, sem restrições. Os encontros terão lugar no Estádio Rei Abdullah, na cidade de Jeddah.

[notícia atualizada às 15h38]

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