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Marcelo destaca o espírito reformista de Frei Bartolomeu dos Mártires

10 nov, 2019 - 18:28 • Redação

A leitura do decreto de canonização foi feita este domingo em Braga, pelo cardeal Angelo Becciu, prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, durante a Missa de Ação de Graças que se celebrou na Sé Catedral e contou com a presença do Presidente da República.

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Marcelo Rebelo de Sousa destacou, esta tarde, o espírito reformista de Frei Bartolomeu dos mártires, que antecipou no tempo o que deve ser a Igreja e a política dos dias de hoje.

A leitura do decreto de canonização foi feita este domingo em Braga, pelo cardeal Angelo Becciu, prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, durante a Missa de Ação de Graças que se celebrou na Sé Catedral e contou com a presença do Presidente da República.

“Ele tem um discurso em que se vira para os cardeais e para as figuras da Igreja daquele tempo e os desafia dizendo que quem precisa de reforma é a Igreja e sois vós, iminentíssimos cardeais”, lembrou Marcelo Rebelo de Sousa.

“Ele viu a uma distância de 500 anos muito daquilo que é a mensagem da Igreja de hoje e também de todos os responsáveis políticos de hoje que é a prioridade aos pobres, prioridade ao sacrificados, prioridade aos sofredores, prioridade à proximidade daqueles que vivem em piores condições e ao mesmo tempo a responsabilidade daqueles que mais temem mais darem”, acrescentou.

O Papa Francisco assinalou este domingo no Vaticano a canonização de frei Bartolomeu dos Mártires, arcebispo português do século XVI, que apresentou como “grande evangelizador e pastor”.

“Hoje, em Braga, Portugal, celebra-se a Missa de ação de graças pela canonização equipolente de São Bartolomeu Fernandes dos Mártires”, disse aos peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, para a recitação da oração do ângelus. Equipolente significa que foi declarado santo apesar de não se ter verifiado um milagre que o atestasse, por determinação do Papa.

O novo santo foi lembrado na cerimónia como um bispo popular, preocupado com as questões sociais e empenhado nas obras de caridade.

O arcebispo português, que se afirmou como uma das vozes de referência no Concílio de Trento (1543 – 1563), foi declarado venerável a 23 de março de 1845, pelo Papa Gregório XVI, e beatificado a 4 de novembro de 2001, pelo Papa João Paulo II.

Frei Bartolomeu dos Mártires, de seu nome Bartolomeu Fernandes, nasceu em Lisboa a 3 de maio de 1514; foi arcebispo de Braga numa ocasião em que a arquidiocese incluía os territórios das dioceses de Braga, Bragança, Vila Real e Viana do Castelo.

Ao longo do seu percurso, D. Frei Bartolomeu dos Mártires ficou conhecido pela sua preocupação com a estruturação da Igreja Católica local, do clero às comunidades católicas, e pelo seu empenho nas causas sociais, de modo particular junto dos mais pobres e doentes, Depois de resignar em 1582, por motivos de idade, Frei Bartolomeu dos Mártires viria a falecer em 1590, no Convento de Santa Cruz, em Viana do Castelo.

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