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Fotogaleria. Homenagem aos combatentes em dia de celebração do Armistício

10 nov, 2019 - 19:15 • Redação com Lusa

Este domingo celebrou-se o dia do Armistício, que se assinala a 11 de novembro, com uma homenagem a todos os combatentes mortos durante o conflito.

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Fotos: Jane Barlow/ Reuters e Foto: Neil Hall/ EPA

No dia 11 de novembro de 1918 celebrou-se o fim da Primeira Guerra Mundial. Este domingo, repete-se a celebração do dia do Armistício, que completa 101 anos, com uma homenagem a todos os combatentes mortos durante o conflito.

Em Inglaterra, os partidos anunciaram políticas para ajudar os veteranos das forças armadas. Os liberais democratas propõe abolir as taxas de naturalização para veteranos que nasceram fora do Reino Unido. Os conservadores querem reduzir os custos do passe ferroviário, em dois terços do preço normal, para ex-combatentes, e o Partido Trabalhista pede que se encare o tratamento do stress pós-traumático que afeta estes veteranos, de forma tão séria quanto qualquer outra doença física.

Os anúncios feitos durante a celebração do Armistício, surgem a um mês das eleições antecipadas, de 12 de dezembro.

Por cá, a data assinalou-se com uma cerimónia de homenagem aos soldados mortos em combate, que decorreu este domingo no Cemitério Britânico da Estrela, em Lisboa.

Estiveram presentas cerca de uma centena de pessoas, sobretudo da comunidade britânica, incluído ex-militares e efetivos da Nato, bem como membros do corpo diplomático de países que participaram na Grande Guerra. Foram lidos os nomes de dezenas de pessoas da comunidade britânica - e não só - radicada em Portugal que morreram em combate nas guerras e depois representantes de algumas dessas famílias, bem como de embaixadas e instituições britânicas em Portugal, depositaram coroas de flores no memorial que se encontra naquele local.

Soldados mortos em combate homenageados no cemitério britânico da Estrela
Soldados mortos em combate homenageados no cemitério britânico da Estrela

Representante República na Madeira diz que ainda existem "injustiças" para com ex-combatentes

Este sábado, o representante da República para a Madeira afirmou que ainda existem “injustiças por resolver para com os antigos combatentes", mas estão a ser “dados passos” para serem sanadas pelo Governo da República.

O juiz conselheiro Ireneu Barreto falava no Funchal nas cerimónias evocativas do 101.º aniversário do Dia do Armistício da Grande Guerra, do 45.º aniversário do Fim da Guerra do Ultramar e do 96.º aniversário da Liga dos Combatentes, organizada pelo núcleo do Funchal da Liga dos Combatentes que decorreu na marginal da cidade.

O representante recordou os que caíram mortos nos vários conflitos, declarando que “passam este ano 45 anos desde o final da Guerra do Ultramar, a última guerra em que Portugal esteve envolvido com a totalidade das suas Forças Armadas”.

“Esta guerra deixou ainda hoje feridas por cicatrizar e injustiças por resolver”, afirmou, acrescentando que “estão a ser dados passos há muito devidos” para serem sanadas.

Ireneu Barreto referia-se ao facto de no novo Governo da República ter sido criada uma Secretaria de Estado de Recursos Humanos e Antigos Combatentes, no âmbito do Ministério da Defesa Nacional.

“Há, naturalmente, um aspeto simbólico na criação desta Secretaria de Estado, mas há um ainda mais importante significado político e jurídico: o Estado reconhece a existência de deveres para com os antigos combatentes, cujos interesses passam a ter representação específica ao nível do Governo”, argumentou.

No seu entender, esta nova secretaria “é garantia de uma maior satisfação dos direitos históricos dos antigos combatentes”.

“Estou convicto de que o ‘Estatuto do Antigo Combatente’, que foi adiado nos últimos dias do anterior Governo, será, deverá ser uma realidade no mais curto prazo”, opinou.

O juiz conselheiro considerou que este estatuto vai constituir “um elementar ato de justiça para com todos aqueles que deram o melhor das suas vidas ao serviço da Pátria”.

“Apoiar esses antigos combatentes, muitos deles sofrendo de stresse pós-traumático, é um imperativo ético e de consciência”, apelou.

Também realçou que “o papel das Forças Armadas com a dimensão das nossas alterou-se profundamente nas últimas décadas” , marcando Portugal presença “em vários teatros de operações por esse mundo fora” e está também “a trilhar um caminho de especialização na era da tecnologia”.

Nesta cerimónia de cariz nacional, onde foram depositadas flores no monumento aos combatentes no Funchal, marcaram presença o presidente da Assembleia Legislativa da Madeira e o secretário da Economia, em representação do chefe do executivo madeirense, e o novo comandante operacional da Zona Militar da Madeira.

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