Fernando Medina-João Taborda da Gama
O presidente da Câmara de Lisboa e um professor universitário (especialista em direito fiscal) a viver na capital olham para os principais temas da atualidade. Às terças e quintas, às 9h15
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Fernando Medina e João Taborda da Gama - Medina nas Finanças, salário médio e Web Summit - 07/11/2019
Fernando Medina e João Taborda da Gama - Medina nas Finanças, salário médio e Web Summit - 07/11/2019

Taborda da Gama

Salário médio. "É preciso libertar a economia de empecilhos"

07 nov, 2019


João Taborda da Gama e Fernando Medina analisam o aumento do salário médio e os efeitos da Web Summit. Nesta edição, o autarca de Lisboa desmente ainda que vá assumir a pasta das Finanças.

Aumentar o salário médio em Portugal é algo concretizável ou nem por isso? Na opinião de João Taborda da Gama, “o objetivo de subir os salários médios é libertar a economia de uma série de empecilhos”.

“É assim que se fazem crescer os salários médios – mais do que por decreto”, afirma o comentador.

Taborda da Gama diz que é preciso olhar para as condições em que as empresas se desenvolvem e para as diferenças entre os euros que saem da conta de uma empresa para pagar salários e os euros que entram efetivamente nos bolsos dos trabalhadores.

“Temos das maiores disparidades entre aquilo que uma empresa tem de pagar para contratar um trabalhador e aquilo que o trabalhador recebe ao fim do mês por causa das questões das contribuições”, alerta.

E tudo isto “num contexto de grande inflexibilidade laboral”, o que dificulta ainda mais a contratação, sublinha, lembrando que Portugal tem dos salários médios mais baixos da Europa.

Na opinião de Fernando Medina, há que melhorar a produtividade e a qualificação dos portugueses para que o salário médio possa aumentar.

No que toca aos efeitos da Web Summit, João Taborda da Gama realça a importância das “pessoas que dizem mal” e dos eventos que acontecem à margem da cimeira.

O autarca de Lisboa salienta, por seu lado, que, “após cada realização da Web Summit, temos a notícia da instalação de centros tecnológicos que querem vir para Portugal”.

“Uma coisa é uma empresa olhar para uma folha de papel com os dados de Portugal, mas depois é diferente quando chega e tudo se torna em realidade; ajuda imenso”, sustenta.

Fernando Medina – que começa o espaço de análise a desmentir que vá para o Ministério das Finanças – garante ainda que “a parte portuguesa tudo fará para que tudo corra bem em relação à realização de próximas Web Summits”.

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