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Web Summit 2019

Filantropia. "Seria muito ingénuo achar que a caridade sozinha vai ser a solução"

06 nov, 2019 - 17:10 • Redação

"A humanidade está a viver uma era de riscos sem precedentes", alertou a embaixadora da empresa Effective Giving, Liv Boeree, num dos palcos da Web Summit.

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As representantes de empresas que ajudam filantropos a aplicar o seu dinheiro em projetos de caridade de forma eficaz tomaram o palco "Sociedades do Futuro" da Web Summit, esta quarta-feira, para defenderem que se deve olhar para o plano geral e escolher a área de impacto e de investimento com base em estudos científicos.

"Uma pessoa a quem a mãe tenha morrido de cancro veio ter comigo porque queria apoiar a luta contra o cancro para que mais nenhuma mãe morra desta doença", contou Liv Boeree, embaixadora da empresa Effective Giving. "Eu perguntei-lhe porque é que não procurava pela principal causa de morte das mães."

O exemplo deu o mote para uma discussão consensual entre as três oradoras. A fundadora da Effective Giving, Natalie Cargill, juntamente com Boeree e a diretora estratégica da Founders Pledge, Danielle Gram, concordam que há uma diferença entre dar dinheiro para a caridade e dá-lo assegurando que é investido com impacto positivo. É isso que distingue "caridade mediana" de "caridade de topo", defendem.

"Seria muito ingénuo achar que a caridade sozinha vai ser a solução", sublinha Danielle Gram.

Tanto a Effective Giving como a Founders Pledge têm ao seu dispor investigadores dedicados ao tema da caridade, que estudam quais são as "soluções mais promissoras dos problemas mais importantes do mundo".

Já no final da sessão, e questionadas sobre qual o melhor projeto de caridade para apoiar e financiar neste momento, Liv Boeree teve apenas tempo de responder com um alerta: "A humanidade está a viver uma era de riscos sem precedentes."

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