Ribeiro Cristovão
Opinião de Ribeiro Cristovão
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​Diferenças premonitórias?

04 nov, 2019 • Opinião de Ribeiro Cristovão


O que nos foi permitido ver na décima jornada da primeira Liga portuguesa pode ter deixado um aviso aos menos atentos e ou aos mais dados a fezadas, que é coisa muito corrente no futebol.

E esse aviso chegou-nos da boa exibição do Benfica frente ao Rio Ave e, por contraste, à escassez de produção de portistas, sportinguistas, bracarenses, e até vitorianos.

No estádio da Luz, a equipa de Bruno Lage não autorizou mais do que vinte minutos de bom futebol e de domínio do jogo à excelente e bem comandada formação dos vilacondenses.

À procura da formação ideal para afrontar os compromissos que se seguem, Bruno Lage parece ter encontrado a solução para esse problema, o que nos leva a crer que Chiquinho e Vinicius podem ter pegado de estaca, deixando em lista de espera os concorrentes mais diretos para essa posição. E, nos demais lugares, a arrumação também dá indicações de estar no bom caminho.

Enquanto os benfiquistas somam e seguem, os portistas também somam, é verdade, mas as dificuldades que lhes têm sido difíceis de ultrapassar permitem perceber que o futuro poderá vir a trazer alguma insegurança.

Já quanto aos leões, não somam nem seguem. Ou melhor, seguem, mas acumulando problemas de consequências por enquanto imprevisíveis. Silas continua a não “encontrar a chave da casa”, mas não por sua culpa exclusiva, porque, de facto, com os jogadores de que dispõe (uma boa parte sem classe para vestir a camisola do leão), não pode encontrar condições que lhe permitam encarar o futuro tranquilamente.

E, como se não bastasse, o Sporting de Braga também prossegue uma caminhada muito irregular, que ficou à vista, uma vez mais, após o empate consentido ontem na Pedreira frente ao seu vizinho Famalicão. Com a Liga Europa pelo meio, os bracarenses vão ter à sua frente novo rubicão daqui por uma semana no estádio do seu arqui-rival Vitória de Guimarães que, entretanto, não foi capaz de ir além de um empate em Moreira de Cónegos.

Há já diferenças visíveis no primeiro terço do campeonato? Claro que há. O que falta saber é se serão ou não consolidadas pelos protagonistas no futuro que se segue.

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  • 04 nov, 2019 23:53
    TRÊS de JUNHO de 2019 disse aqui RR que dificilmente as confusões no futebol português acabariam. Pois é. No jogo PORTO/FAMALICÃO " alguém " disse que os Jogadores do Famalicão não jogaram o que deviam e quem ganhou, ganhou sem dificuldades. No que é dito em cima " NA CRÓNICA " dá a impressão que os ATENTOS não viram certos ESPAÇOS do jogo, isto porque não vejo jogos através da TV. Mas como não vou em FEZADAS permita-me que diga o seguinte: de há uns tempos para cá tenho visto que, propositadamente ou não, teem sido nomeados ÁRBITROS e VAR(S) que por serem CONOTADOS com o FCPORTO não conseguem desempenhar as funções como lhes é exigido. Há neste momento um MEDO que leva CERTOS ÁRBITROS a decidirem de MANEIRA DIFERENTE da VERDADEIRA. Para os tais MENOS ATENTOS digo também que não vai há muito tempo que um Árbitro de Primeira Categoria quando recebia a notificação para apitar jogos do FCPORTO TREMIA. Tremia não de MEDO ou com MEDO, mas sim com medo de ERRAR. Também para TODOS AQUELES que gostam de VER jogos através da TV e uma vez que estão mais atentos ( concentrados) façam-se acompanhar de cronômetro e vejam os tempos REAIS de jogo. É nos ESTÁDIOS e não na TV que a REALIDADE se torna REAL e se consegue ver a perda de tempo FORÇADA. QUARENTA e NOVE MINUTOS em NOVENTA quer dizer MUITO. Assim, acho que como atento, sei como este FUTEBOL se faz e se consegue aquilo que muitas vezes ELES QUEREM. Já o disse VEZES de MAIS, há mais de VINTE ANOS, não é HOJE.