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Outono à mesa em Vila Pouca de Aguiar

25 out, 2019 - 15:05 • Olímpia Mairos

Restaurantes da região vão propor pratos como a míscarada, cabrito assado com castanhas, cogumelos salteados, pataniscas de cogumelos e pudim de castanha.

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Cabrito, castanhas e cogumelos são as estrelas da Mostra Gastronómica de Vila Pouca de Aguiar. O evento, que vai já na XVIII edição, é organizado pela autarquia local e pretende “valorizar os produtos que já dinamizam a economia local”, refere à Renascença a vice-presidente da autarquia, Ana Rita Dias.

A mostra realiza-se de 1 a 3 de novembro e conta com a participação de uma dezena e meia de restaurantes que à mesa vão servir uma grande variedade de produtos.

Para abrir o apetite, e como entradas, destaca-se o caldo de castanha, míscaros em tacho de pão, pataniscas ou quiche de cogumelos, cremes e aveludados, pipis de cogumelos ou costelinhas, hambúrgueres com castanha e cogumelos e saladas especiais.

Em termos de prato principal as propostas também são variadas: cabrito assado com castanhas, arroz de cogumelos, míscarada, vitela maronesa com castanhas, caldeirada de cabrito com cogumelos, javali ou polvo.

À mesa não faltarão também os doces de castanha como bolo, brownie, creme, mousse, pudim ou tarte, e doce de míscaros com queijo.

Já a feira de Outono decorre no mercado municipal com a venda dos produtos e ainda atividades paralelas como o atelier infantil e workshop de cogumelos, teatro, concertos musicais com Ana Bacalhau e o Baixinho do Fado, caminhada e magusto popular.

“Centramos esta feira nos produtores locais, aqueles que são do nosso concelho e têm produtos para vender e, desta forma, criar esta dinâmica local”, explica a autarca Ana Rita Dias.

Cogumelos, castanha e cabrito. Produtos que dinamizam a economia

A apanha de cogumelos tem vindo a crescer em Vila Pouca de Aguiar e movimenta centenas de pessoas, algumas das quais apenas para consumo próprio, mas uma percentagem significativa também recolhe para comercialização, o que representa um rendimento complementar ao orçamento familiar.

“E este ano, pelo que estamos a ver, com chuva e com sol, tem sido um bom ano para a apanha de cogumelos”, refere Ana Rita Dias.

O mesmo se aplica à castanha, o produto que assume a nível económico uma dimensão maior. A produção ronda as mil toneladas e representa cerca de dois milhões de euros de rendimento.

Serão à volta das “300 a 400 famílias” que retiram rendimento da castanha, que está inserido na área da Denominação de Origem Protegida (DOP) da Padrela. No concelho estão sedeadas também empresas agroalimentares que se dedicam à comercialização da castanha.

Pelos montes de Vila Pouca de Aguiar espalham-se ainda milhares de cabeças de cabra bravia e serrana. São vários os produtores que “produzem cabrito de excelente qualidade e que é vendido para a gastronomia, para os restaurantes locais, mas também para matadouros que processam e fazem a distribuição a nível nacional”.

“São produtos de excelente qualidade que precisam de ser valorizados e é nessa estratégia de valorização, de inovação e de desenvolvimento que estamos a apostar”, realça a vice-presidente da autarquia.

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