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Saúde

Novo medicamento promete atrasar a evolução do Alzheimer

24 out, 2019 - 08:55 • Redação

Atualmente não há nenhum fármaco no mercado capaz de combater esta forma de demência, apenas tratamentos que atenuam os sintomas da doença.

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A farmacêutica norte-americana Biogen anunciou, esta terça-feira, que pretende submeter para aprovação das autoridades reguladoras um medicamento experimental que poderá vir a ser o primeira fármaco capaz de combater o Alzheimer.

“Aducanumab” é o nome deste medicamento, que também vai chegar à Europa. O pedido de licenciamento deverá ser submetido no início de 2020, avança a BBC.

O processo de aprovação pode demorar um ou dois anos, mas a Biogen pretende oferecer o tratamento aos pacientes que sejam elegíveis e que estiveram previamente envolvidos nos ensaios clínicos.

O “aducanumab” tem como alvo uma proteína chamada amilóide que forma depósitos anormais no cérebro de doente de Alzheimer. Os cientistas acreditam que estas substâncias são tóxicas para as células cerebrais e que eliminá-las usando drogas será um grande avanço no tratamento da demência, embora não seja uma cura.

Não há novos medicamentos para demência há mais de uma década.

Em comunicado, a Biogen avança que uma nova análise de um maior conjunto de dados mostrou que o "aducanumab" teve impacto nos doentes que se encontram numa fase inicial da doença de Alzheimer.

Caso seja aprovado será a primeira terapia que reduz a degeneração associada a esta doença que se caracteriza pela deterioração global, progressiva e irreversível de diversas funções cognitivas.

A Organização Mundial de Saúde estima que em todo o mundo existam 47,5 milhões de pessoas com demência, número que pode atingir os 75,6 milhões em 2030 e quase triplicar em 2050 para os 135,5 milhões. Portugal é o quarto país da OMS com mais casos de demência por cada mil habitantes.

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