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Oficiais das Forças Armadas. Nova secretaria de Estado na Defesa "é um sinal positivo"

21 out, 2019 - 13:23 • Ana Rodrigues

A Associação de Oficiais das Forças Armadas encara a criação da secretaria de Estado de Recursos Humanos e Antigos Combatentes como "um sinal de que se pretende dar resolução aos problemas"

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Os meios militares encaram a criação, no novo Governo, da secretaria de Estado de Recursos Humanos e Antigos Combatentes como um sinal político positivo de preocupação com a falta de efetivos nas Forças Armadas.

A escolhida para o cargo é Catarina Sarmento e Castro, uma licenciada em Direito pela Universidade de Coimbra que desempenhou durante nove anos funções de juíza do Tribunal Constitucional. Da nova secretária de Estado, os militares esperam medidas concretas que revertam a actual crise de efectivos.

O presidente da Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA). António Mota, diz à Renascença que “é um sinal positivo, um sinal de que se pretende dar resolução aos problemas nas Forças Armadas e que surge em sentido contrario ao que ocorreu quando se juntou recursos humanos e equipamentos numa só direção geral”.

“O desespero é enorme e agora já não há pruridos em falar dos problemas da falta de efectivos, mesmo pelos militares no activo, como foi o caso do Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, Almirante Silva Ribeiro e mais recentemente o comandante da base militar nº5”., sublinha António Mota.

O presidente da AOFA diz esperar que Catariana Sarmento e Castro apresente com urgência um plano de intervenção, porque "os militares não aguentam mais um ano assim”.

"Podem verificar-se situações de indisciplina dentro das forças armadas porque os militares estão cansados e descontentes“, adverta.

Comentários
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  • ANTONIO GASPAR LEAL
    11 nov, 2019 Rio Tinto 12:14
    Agradecia que me informassem, meios de contactar Secretaria de Estado, dos Antigos Combatentes. Antecipadamente grato
  • Democrata
    21 out, 2019 Portugal 18:55
    «...falta de efetivos nas Forças Armadas...» Para resolver o problema da falta efectivos no Exército, basta chamar os cidadãos que se encontram na Reserva de Disponibilidade e propor-lhes o reingresso nas fileiras com o posto com que saíram e um contrato de longa duração. Não é com indivíduos de 18/20 e poucos anos, com o 12º Ano ou licenciaturas, que o Exército vai resolver o problema da falta de pessoal e acima de tudo da qualidade dos homens e mulheres nas suas fileiras.
  • Horacio Teles
    21 out, 2019 Ramalde-Porto 18:37
    Uma boa ideia deste Governo,mas será que é para tratar dos Assuntos dos Ex-Combatentes,como eu.Estará o Governo a dar mais um TACHO,a alguém.Espero para ver.Abraços - Horácio Teles