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Sánchez faz visita "relâmpago" a Barcelona, foi apupado num hospital e não se reuniu com Governo da Catalunha

21 out, 2019 - 09:50 • Redação

Primeiro-ministro espanhol visitou os agentes feridos nos confrontos com manifestantes em Barcelona. Não houve, porém, qualquer encontro, formal ou informal, com o presidente do governo regional, com quem Sánchez trocou críticas e acusações nos últimos dias.

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Centenas de manifestantes juntam-se pacificamente enquanto Sánchez visita polícias feridos
Centenas de manifestantes juntam-se pacificamente enquanto Sánchez visita polícias feridos

O primeiro-ministro espanhol em funções, Pedro Sánchez, deslocou-se esta segunda-feira a Barcelona para visitar os agentes feridos nos distúrbios da última semana, uma visita “relâmpago”, que durou apenas breves horas e que não esteva na agenda oficial.

Sánchez evitou, desta forma, qualquer confrontação com independentistas junto à sede da Polícia. No entanto, e segundo refere o diário "El Mundo", o primeiro-ministro abandonou, mais tarde e apressadamente, o hospital onde se encontravam os agentes feridos, isto quando se viu apupado por alguns profissionais de saúde, entre gritos de “Presos políticos pela liberdade”.

Antes de se deslocar a Barcelona, Pedro Sánchez criticou de forma veemente o presidente do governo regional da Catalunha por este não ter condenado, pela menos da forma como o primeiro-ministro desejaria, os atos de violência dos últimos dias.

“Condenar a violência de forma veemente, amparar as forças de segurança que a combatem e evitar a discórdia civil”, escreve o chefe do Executivo espanhol numa carta enviada a Quim Torra em que refere que o presidente do governo autónomo tem a obrigação de se posicionar contra os atos violentos dos manifestantes.

A carta enviada a Torra é a resposta do governo espanhol à missiva do presidente da Generalitat enviada no sábado ao primeiro-ministro. No documento, Torra negou acusações anteriores sobre falta de diálogo e recriminou o primeiro-ministro por ter pretendido, disse, “dar lições sobre condenar ou lutar contra a violência”.

“Em resposta à sua carta de 19 de outubro e às declarações públicas dos últimos dias, permito-me recordar-lhe que o primeiro dever de qualquer responsável público é velar pela segurança dos cidadãos, e dos espaços públicos e privados”, respondeu Sánchez à carta de Torra.

O chefe do Executivo espanhol diz também que o “segundo dever” de um responsável público “é preservar a convivência entre todos os que integram a sociedade civil e evitar a fratura da comunidade. Sánchez acusa Torra de ter evitado a questão da violência em vários pontos da Catalunha, inclusivamente os acontecimentos ocorridos perto do gabinete do próprio presidente da Generalitat.

O primeiro-ministro diz ainda que Torra “virou as costas às forças e aos corpos de segurança” que protegem o público com “grande profissionalismo expondo-se a grandes riscos”

Fontes governamentais disseram à Efe que Sánchez, que deve visitar os agentes feridos nos confrontos com manifestantes em Barcelona, vai reunir-se com as forças e corpos de segurança do Estado responsáveis pela segurança na Catalunha.

As sentenças do Tribunal Supremo aos políticos catalães no âmbito do "Processo" independentista desencadearam os protestos em vários pontos da região autónoma e que se prolongam desde a semana passada.

Segundo a agência Reuters, os protestos em Espanha provocaram ferimentos em 288 polícias e levaram à detenção de 194 pessoas.

[Notícia atualizada às 14h00]

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