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Saúde

Marta Temido define prazo de 40 dias para dar resposta às interrupções nas urgências

16 out, 2019 - 17:25 • Sandra Afonso

Uma das medidas depende do próximo concurso de médicos, com Marta Temido a revelar que tem boas expectativas de que tal possa preencher as vagas de pediatria nas urgências do Hospital Garcia de Orta, em Almada.

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A ministra da Saúde, Marta Temido, disse esta quarta-feira que conta apresentar respostas aos problemas nas urgências hospitalares num prazo de 40 dias.

O caso mais recente é o da urgência pediátrica no Hospital Garcia de Orta, para o qual foi apresentada uma solução de curto prazo que começou a ser implementada ontem; envolve os médicos que ainda têm idade para as urgências noturnas durante a semana, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa aos fins de semana e o apoio dos restantes hospitais da capital.

Dentro de um mês, 40 dias no máximo, a ministra prevê apresentar medidas definitivas para responder à falta de médicos e outras falhas nos serviços, como revelou aos jornalistas à margem do 2.º Congresso de Enfermagem de Saúde Familiar, a decorrer hoje em Lisboa.

"A expectativa é que, a muito curto prazo, num horizonte de 30 ou 40 dias, possamos ter alternativas de funcionamento que permitam melhor eficiência, melhor satisfação dos profissionais e, no fundo, não ter estas interrupções na resposta, que sabemos que não são uma especificidade portuguesa, qualquer um que leia a imprensa internacional depara-se com estes problemas ao nível do funcionamento dos serviços de urgência, mas obviamente preocupam-nos e queremos ultrapassá-los."

Uma das medidas depende do próximo concurso de médicos, com Marta Temido a revelar que tem boas expectativas de que tal possa preencher as vagas de pediatria nas urgências do Garcia de Orta.

O Governo, indicou, espera que "o concurso de especialistas agora da segunda época de 2019, que acontecerá até ao final do ano, tenha mais sucesso do que os concursos anteriores, e isso passa por um trabalho de projeto. É evidente que o que motiva também as escolhas são os projetos de desenvolvimento profissional e, provavelmente, a perceção de que estamos a falar de um serviço que tem uma carga de trabalho que não é especialmente atrativa, e portanto temos de melhorar isso e amenizar isso."

Segundo a ministra da Saúde, o próximo concurso arranca entre novembro e dezembro e a tutela já está a trabalhar na reorganização das urgências metropolitanas, com foco na pediatria e na obstetrícia.

Enfermeiros e médicos de família para todos

Marta Temido fixou ainda como objetivo para a nova legislatura atribuir, nos próximos quatro anos, um médico e um enfermeiro de família a todos os portugueses. "É um caminho que vamos fazer. O objetivo muito claro é, primeiro, o de garantir médico de família, mas também de começar a atribuir a equipa de saúde familiar."

Sobre as contas da Saúde para o próximo ano, a ministra diz que é prematuro falar em valores. Já sobre a situação dos enfermeiros, uma das classes mais contestatárias nos últimos anos, Marta Temido lembra que nunca esteve indisponível para negociar mas que há temas que exigem mais trabalho.

"O Ministério da Saúde nunca deixou de estar disponível para negociar. Houve algumas profissões que optaram, num determinado momento do ciclo, interromper o diálogo social, mas naturalmente que há temas que estão pendentes e que têm de ser trabalhados e discutidos."

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