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​CDS. Adolfo Mesquita Nunes garante que não vai ser ele o sucessor de Cristas

13 out, 2019 - 15:09 • Redação

Actualmente administrador não-executivo da Galp, o dirigente centrista e antigo secretário de Estado do Turismo garante que não voltará à política activa nos próximos tempos. Mas vai marcar presença no Conselho Nacional do partido, que decorrerá na quinta-feira.

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Enquanto uns ponderam avançar, como o deputado João Almeida ou Filipe Lobo d'Ávila, e outros avançam mesmo, como Abel Matos Santos – o porta-voz da Tendência Esperança e Movimento é um conhecido opositor da actual liderança – há os que recuam sem volta.

O eurodeputado Nuno Melo já o havia feito. Este domingo fizeram-no outros dois dirigentes centristas.

O antigo ministro da Economia António Pires de Lima garantiu, em entrevista à Antena 1, que não sucederá a Assunção Cristas na liderança do CDS, mas logo ali avançou com um putativo candidato, alguém de uma ala mais liberal do partido: Adolfo Mesquita Nunes.

Ora, não tardia a resposta de Mesquita Nunes ao repto de Pires de Lima. E a resposta foi não, escreveu o próprio na sua página pessoal de Facebook. "Não serei candidato à liderança do partido, em coerência, aliás, com uma escolha que fiz em março deste ano, cuja fundamentação se mantém", escreve o antigo secretário de Estado do Turismo do Governo de Passos Coelho.

No entanto, Adolfo Mesquita Nunes, que em março abandonou a vice-presidência do CDS e é actualmente administrador não-executivo da Galp, garante que irá ao próximo Congresso do partido, marcando presenta “na discussão sobre os desafios do CDS e sobre a necessidade de construir uma alternativa mobilizadora ao socialismo".

Depois do Congresso, e eleito que esteja o novo líder dos centristas (algo que só deve acontecer em dezembro ou em janeiro de 2020), Adolfo Mesquita Nunes, como já antes o vinha fazendo, vai manter-se afastado da política activa.

"Tinha como objectivo não falar em público do CDS nem dos seus desafios futuros antes de o fazer no Conselho Nacional do partido, que decorrerá esta quinta-feira. No entanto, o calendário mediático é o que é, pelo que me desviei desse propósito apenas para que ao meu silêncio não pudesse corresponder qualquer significado político de aceitação de um desafio do António Pires de Lima, um amigo, alguém que admiro muito e que é para mim uma referência", justifica assim Mesquita Nunes esta breve vinda a terreiro.

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  • 14 out, 2019 00:15
    o cds vai acabar! ja nao temos manuel monteiro ,nem paulo portas!