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Luís Montenegro não vai negociar orçamentos com o PS

11 out, 2019 - 23:11 • Redação com Lusa

Antigo líder parlamentar do PSD "respeita muito" as palavras de Cavaco Silva, que admitiu tristeza pelos resultados nas legislativas, mas escusou-se a comentar a preferência deste por Maria Luís Albuquerque.
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Luís Montenegro não está disponível para negociar Orçamentos do Estado com o Governo de António Costa. O antigo líder parlamentar do PSD, que desafiou a liderança de Rui Rio, falava esta sexta-feira, à entrada para um jantar em Espinho.

“Comigo não há nenhum acordo com o PS. Não estarei disponível para negociar Orçamentos com o PS”, declarou Luís Montenegro.

O adversário de Rui Rio no PSD garante que não vai esperar por um Partido Socialista que “não quer fazer reformas estruturais” e que já tem os seus parceiros à esquerda.

Luís Montenegro considera que "o PSD nos últimos dois anos tem andado permanentemente à espera do PS e defende que "está na altura de dizer que o PSD tem vida própria".

À entrada para um jantar em Espinho, no distrito de Aveiro, para assinalar o 10.º aniversário do executivo municipal local, Luís Montenegro, que na quarta-feira, em entrevista à SIC, anunciou que será candidato à liderança do PSD, frisou que o atual líder, Rui Rio, "tem uma visão diferente" para o futuro de Portugal, porque "mantém abertura para atendimentos com o PS", algo que recusa.

"O PSD joga para ganhar quando vai a eleições. O PS não é o nosso parceiro de governação porque não quer. O PS não quer reformar o país", adiantou.

Questionado sobre se já recolheu apoio de sociais-democratas ou de estruturas do PSD, Luís Montenegro disse que "várias pessoas manifestaram disponibilidade" para estar ao seu lado, mas, frisou, "a campanha ainda não começou".

Montenegro "respeita muito" palavras de Cavaco

O antigo líder parlamentar do PSD "respeita muito" as palavras do ex-Presidente da República Cavaco Silva, que admitiu tristeza pelos resultados nas legislativas, mas escusou-se a comentar a preferência deste por Maria Luís Albuquerque.

"Só uma situação muito grave e muito importante para o futuro do PSD poderia ter obrigado o professor Aníbal Cavaco Silva, que foi 10 anos primeiro-ministro e 10 anos Presidente da República - e não é propriamente uma personalidade que tenha intervenção partidária - a tomar a posição que tomou. Respeito muito e concordo com o que ele disse", afirmou Luís Montenegro.

Na terça-feira, numa declaração escrita enviada à Lusa, Cavaco Silva afirmou: "Como social-democrata com fortes ligações à história do PSD, o resultado obtido pelo partido não pode deixar de me entristecer".

Na declaração, o antigo chefe de Estado defendeu também como "urgente" a mobilização dos militantes que se afastaram ou foram afastados, apontando a ex-ministra Maria Luís Albuquerque.

"O professor Cavaco Silva disse que era preciso chamar ao partido várias pessoas que tinham sido afastadas ou que se tinham afastado da vida partidária. Estou de acordo com ele. Ele referiu um caso concreto e também estou de acordo com ele. Também acho que a doutora Maria Luís Albuquerque faz muita falta ao combate político do PSD", referiu.

Quanto à possibilidade de esta ser candidata à liderança do PSD, Montenegro respondeu: "É bem-vinda, mas creio que é melhor esperar pela posição que ela vai tomar", adiantou.

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