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Papa Francisco aceita resignação de mais um bispo americano acusado de abusos

10 out, 2019 - 13:04 • Filipe d'Avillez

O bispo auxiliar de Nova Iorque, John Jenik, mantém que é inocente mas uma comissão diocesana concluiu que as acusações contra ele são credíveis.
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O Papa Francisco aceitou esta quinta-feira a resignação de um bispo auxiliar de Nova Iorque sobre o qual pendem acusações de abusos sexuais.

Em novembro de 2018 um Michael Meenan acusou publicamente John Jenik de ter cultivado e mantido com ele uma relação “imoral, inapropriada e, em alguns casos, ilegal” durante vários anos, quando a vítima tinha entre 13 e 17 anos.

Na altura Jenik era responsável por uma paróquia no Bronx e terá escolhido Meenan por saber que este era mais vulnerável, devido à sua situação familiar.

Perante as acusações Jenik alegou sempre a sua inocência, mas uma comissão diocesana analisou as queixas e considerou-as credíveis e fundamentadas. O processo foi então enviado para Roma e Jenik foi suspenso enquanto aguardava o resultado.

Embora Jenik tenha ultrapassado já os 75 anos, a idade em que os bispos devem obrigatoriamente apresentar a sua resignação ao Papa, a nota do Vaticano que dá conta da sua remoção e substituição não refere a idade como motivo para Francisco ter aceite agora a sua saída.

Contudo, também não existe indicação de uma conclusão do processo que decorre contra ele.

Os Estados Unidos atravessam uma nova crise de abusos sexuais praticados por membros do clero, que já levou à remoção de mais do que um bispo e até um cardeal.

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