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Fernando Medina-João Taborda da Gama
O presidente da Câmara de Lisboa e um professor universitário (especialista em direito fiscal) a viver na capital olham para os principais temas da atualidade. Às terças e quintas, às 9h15
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Fernando Medina e João Taborda da Gama - Contactos para novo Governo e liderança do PSD - 10/10/2019
Fernando Medina e João Taborda da Gama - Contactos para novo Governo e liderança do PSD - 10/10/2019

F. Medina

Montenegro quer um PSD "mais estridente", mas veja-se "o que aconteceu a Cristas"

10 out, 2019


Fernando Medina e João Taborda da Gama analisam os acordos de Governo que poderão vir a ser celebrados e o novo ataque à liderança do PSD por parte de Luís Montenegro.

Fernando Medina diz que a candidatura de Luís Montenegro à liderança do PSD se baseia em questões pessoais e de estilo.

“Luís Montenegro avança não falando uma única vez sobre o país, não falando uma única vez sobre a questão ideológica e posicionamento do PSD, mas colocando a questão apenas numa questão de estilo relativamente à forma de fazer oposição”, afirma.

Diz apenas “que, se Rui Rio tivesse sido mais rigoroso e mais estridente, eu próprio não estaria aqui”.

Na opinião do presidente da Câmara de Lisboa, este posicionamento “é muito revelador da incompreensão que grassa em alguns setores do PSD sobre o que aconteceu nos últimos quatro anos” que é a “de quem não percebeu que Mário Centeno é o ministro mais popular e como é que o Partido Socialista, em simultâneo, consegue uma política de devolução de rendimentos, mas também o rigor absoluto nas contas públicas, ocupando muito do que era o espaço que o PSD reivindicava para si na dimensão financeira”.

Sendo meramente uma questão de estilo, Fernando Medina aponta o exemplo da líder demissionária do CDS.

“Basta ver o que aconteceu a Assunção Cristas para ver que não há nenhum problema de estilo. Assunção Cristas foi a líder que mais violentamente e de forma mais estridente atacou o Governo e o resultado está à vista”, conclui.

João Taborda da Gama considera que ainda não se sabe “se haverá candidatos mais fortes do que Luís Montenegro ou se Luís Montenegro congregará a maior parte da oposição credível a Rui Rio”.

“O resultado dessa eleição ou dessa contenda dependerá muito da fragmentação ou união da oposição interna. Vamos ver qual vai ser a estratégia”, diz o comentador.

Taborda da Gama considera ainda que, “tendo em conta a expectativa tão baixa que recaía sobre o PSD, Rui Rio está algo reforçado e, pessoalmente, segundo parece, bastante motivado para essa luta interna, às vezes até com mais energia do que para uma luta com o PS”.

Outro tema em análise entre os dois comentadores foi os contactos de António Costa com os cinco partidos à esquerda.

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