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Trump diz que operação militar da Turquia contra curdos no nordeste da Síria é “má ideia”

09 out, 2019 - 18:37 • Redação

UE exige que o Governo de Ancara cesse imediatamente os ataques iniciados esta quarta-feira. Conselho de Segurança da ONU vai reunir-se de emergência amanhã.
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Após anúncio de Trump, Turquia bombardeia nordeste da Síria
Após anúncio de Trump, Turquia bombardeia nordeste da Síria

A operação militar da Turquia contra as forças curdas estacionadas no nordeste da Síria é uma “má ideia” e não angaria o apoio dos Estados Unidos, afirmou esta quarta-feira o Presidente norte-americano, Donald Trump. A União Europeia já veio exigir que a Turquia cesse imediatamente os ataques.

“Os Estados Unidos não patrocinam este ataque e [Trump] tornou claro à Turquia que esta operação é uma má ideia”, informou a Casa Branca em comunicado, horas depois de Ancara ter lançado os primeiros bombardeamentos contra as Forças Democráticas da Síria.

Donald Trump, que abriu a porta à ofensiva turca com a decisão de retirar as tropas norte-americanas do nordeste da Síria, pede ao Governo de Ancara que proteja as minorias.

“A Turquia comprometeu-se em proteger os civis, as minorias religiosas, incluindo os cristãos, e em garantir que não haverá uma crise humanitária – e nós vamos responsabilizá-los”, adverte o Presidente norte-americano no mesmo comunicado.

A operação turca contra os curdos teve início esta quarta-feira e desencadeou uma onda de reações internacionais.

O Presidente turco, Tayyip Erdogan, argumenta que o objetivo do ataque é eliminar o que apelidou de “corredor do terror” na fronteira sul da Turquia.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas vai reunir-se de emergência na quinta-feira para discutir a operação militar da Turquia.

A reunião foi pedida pelos cinco países da União Europeia com assento no Conselho de Segurança: Reino Unido, França, Alemanha, Bélgica e Polónia, segundo fontes diplomáticas citadas pela agência Reuters.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, está “muito preocupado” com a situação no norte da Síria e defende que “qualquer operação militar deve respeitar a Carta das Nações Unidas e as leis humanitárias internacionais”.


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