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Paulo Rangel e Francisco Assis debatem a política nacional e europeia. Quarta às 13h.
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Casa Comum - 09/10/2019
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Abstenção é "preocupante" e "temos de refletir rapidamente para alterar o sistema"

09 out, 2019 • José Pedro Frazão


No Casa Comum desta semana, Paulo Rangel e Francisco Assis debatem a abstenção recorde nas legislativas do passado domingo, de 45,5%, a formação do próximo Governo e a crise interna do PSD. "Não vale a pena entrar na especulação do meu nome", diz Rangel sobre a possibilidade de suceder a Rui Rio na liderança do partido.

Um acordo do Partido Socialista (PS) com o Bloco de Esquerda, na sequência da vitória dos socialistas sem maioria absoluta nas legislativas de domingo, "significaria uma paralisia nas reformas em setores como a Saúde e a Educação", defende Francisco Assis nesta edição do programa "Casa Comum" da Renascença.

"Preferia que não fosse uma solução PS com Bloco de Esquerda", sublinha o socialista, que no arranque da última legislatura se opôs à formação da chamada "geringonça".

Sobre a abstenção recorde registada nestas eleições, Paulo Rangel fala num número "preocupante" e alinha com Assis na proposta de se "refletir rapidamente para alterar o sistema" e encontrar uma forma de "aproximar os cidadãos dos políticos".

PSD em crise: Rio sai?

Questionado sobre a atual situação no PSD, no rescaldo dos resultados eleitorais de domingo, Rangel diz que não vê "urgência" em se substituir Rui Rio, sublinhando que "o resultado é aceitável para um partido na oposição".

"Toda a gente tem legitimidade para propor uma visão alternativa, mas devemos esperar algum tempo, o tempo de reflexão que Rio pediu", diz o social-democrata. Sobre uma sua possível candidatura à sucessão na liderança do PSD, Rangel vai direto ao assunto: "Não há festança sem a d. Constança [citação histórica de António Vitorino]. Não vale a pena entrar na especulação do meu nome."

Para o eurodeputado, "o PSD deve agora articular com o CDS e a Iniciativa Liberal um programa alternativo para o país", num processo em que o principal partido da oposição "deve ser o motor desse entendimento".

Sobre a candidatura de Luís Montenegro à liderança do PSD, que será formalizada esta quarta-feira à noite numa entrevista à SIC, Assis diz que tal significará "mais clivagem entre o PS e o PSD". Na sua opinião, "o que acontecer no PSD vai ter reflexos na estabilidade política em Portugal".

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