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Há portugueses a trabalhar com um pé no espaço

05 out, 2019 - 10:51 • Sandra Afonso

No âmbito da Semana Mundial do Espaço, que começou na sexta-feira e termina próxima quinta, dia 10, a Renascença foi espreitar alguns dos projetos nacionais.

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Fazem parte da equipa permanente no Centro Espacial Europeu da ISQ, um grupo português que desenvolve soluções para a indústria aeroespacial há 15 anos. Mas este é apenas um dos vários projetos nesta área, que este ano registou as médias de entrada mais altas no ensino superior.

O “Infante”, primeiro microssatélite português, a sonda para Marte revestida a cortiça ou o projeto Sagres, a mineração em águas profundas, através de algoritmos avançados e satélites – são apenas alguns exemplos da presença do trabalho do grupo ISG para a indústria aeroespacial.

Mas o projeto mais marcante continua a ser o primeiro. Arrancou há 15 anos e permitiu colocar uma equipa de engenheiros, em permanência, onde a Europa lança os foguetões, na Guiana Francesa.

“Essa equipa é responsável pelo controlo de qualidade [nas operações de lançamento dos três sistemas que existem no Centro: o Ariane 5, o Soyuz e o Veja]. Isto é motivo de orgulho nacional e muitas vezes não temos conhecimento disto”, afirma o presidente do grupo ISQ, Pedro Matias, destacando outros projetos em desenvolvimento.

“Por exemplo, os estudos de reentrada na atmosfera do escudo térmico de uma nave espacial, para a Agência Espacial Europeia, ou até projetos muito inovadores como o desenvolvimento de uma cápsula que vai para Marte recolher amostras do solo, revestida a cortiça, ou mesmo o programa Infante, que vai ser o desenvolvimento pela primeira vez em Portugal e de raiz de uma constelação de micro satélites para posteriormente vender no mercado mundial”, aponta à Renascença.

Nada disto seria possível sem bons profissionais. O grupo dá preferência aos portugueses e desafia mais jovens a seguirem a área.

“O crescimento da procura mundial para lançar foguetões e colocar em órbitra satélites tem sido exponencial e vai continuar na próxima década. Portanto, vai haver uma grande procura, cada vez mais, de engenheiros nesta área. Desafiava quem nos está a ouvir [na rádio] a seguirem uma carreira, um curso de engenharia aeroespacial”, afirma Pedro Matias.

Segundo o presidente do ISQ, esta é uma indústria em rápido crescimento e Portugal já concorre ao nível mundial.

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