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Construção da barragem no Alto Tâmega. “O perigo espreita a cada segundo”

21 set, 2019 - 13:27 • Matilde Moura com Joana Gonçalves

O Sindicato Nacional da Construção exige que seja formada uma comissão antes de serem retomadas as obras. A construção foi suspensa em agosto pela Iberdrola, na sequência de um desentendimento com o consórcio de construtoras. As condições de segurança estão na base da divergência.

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O Sindicato Nacional da Construção exige que seja formada uma comissão antes de serem retomadas as obras na barragem do Alto Tâmega.

À Renascença, Albano Ribeiro, dirigente da estrutura sindical, afirma que não foram ainda garantidas as condições de segurança para os trabalhadores. As operações não deverão arrancar sem apoio técnico especializado.

"Nós responsabilizamos a Iberdrola se ela persistir na direção de querer contruir sem que esta comissão seja constituída, pela associação do setor empresarial, pela empresa Iberdrola, pelo sindicato e pela Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT), com inspetores qualificados", explica.

A Iberdrola suspendeu em agosto as obras para a construção da barragem do Alto Tâmega. Na origem da suspensão estão divergências com o consórcio de construtoras responsável pela execução do projeto - Mota-Engil, Acciona e Edivisa. As empresas recusam-se a prosseguir com os trabalhos, enquanto não forem asseguradas as condições de segurança necessárias para os trabalhadores.

Albano Ribeira ameaça avançar com processo em tribunal se a elétrica espanhola não aceitar a proposta do sindicato.

"Se não for constituída esta comissão e a Iberdrola, em nome de baixos custos, [avançar com a construção da barragem] e acontecer um acidente e morrer alguém nós iremos meter um processo no Ministério Público contra a Iberdrola, porque ali o perigo espreita a cada segundo", alertou.

De acordo com o Jornal de Negócios, a elétrica espanhola está cada vez mais próxima de uma rescisão de contrato com o consórcio liderado pela Mota-Engil.

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  • Anónimo
    22 set, 2019 Anónimo 23:03
    Informo que já houve uma rescisão de contrato entre a iberdrola e o empreiteiro no início do setembro . Fonte segura . Cerca de 70 trabalhadores das empresas Mota Engil/ACCIONA/Edivisa já foram dispensados . Atualmente decorem trabalhos de desmobilização de instalações que as 3 empresas tinham instaladas em obra . Será aberto novo concurso para construção da barragem