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Vai continuar a comer carne de vaca? Marcelo responde à polémica do momento

20 set, 2019 - 01:31 • Liliana Carona, com redação

De visita a Viseu, Presidente aproveitou para elogiar o nível e o civismo dos debates políticos na pré-campanha eleitoral.
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Marcelo Rebelo de Sousa sobre a polémica da carne de vaca
Marcelo Rebelo de Sousa sobre a polémica da carne de vaca

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Apesar da polémica instalada nos últimos dias, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, garante que vai continuar a comer carne de vaca.

A Universidade de Coimbra (UC) anunciou esta semana que vai eliminar o consumo de carne de vaca nas cantinas universitárias a partir de janeiro de 2020, por razões ambientais. E as críticas têm surgido de vários setores, nomeadamente dos bovinicultores e do ministro da Agricultura, Capoulas Santos.

Em declarações aos jornalistas esta quinta-feira à noite, em Viseu, Marcelo Rebelo de Sousa começou por ser questionado sobre a ementa do jantar.

"Eu agora estava a ver se me recordava daquilo que comi, como foram vários pratos de vários chefs... Não tenho a certeza, mas é possível que sim. Se porventura havia [carne de vaca], eu comi", afirmou.

"Se me pergunta se vou continuar a comer carne de vaca ou carne de qualquer outro ruminante... Com a idade come-se cada vez menos carne, mas eu tenciono continuar a comer carne, nomeadamente carne de vaca. Isso tenciono", sublinhou o chefe de Estado.

Marcelo Rebelo de Sousa esteve esta quinta-feira em Viseu, onde atribuiu o título de membro honorário da Ordem de Mérito ao Teatro Viriato e marcou presença na abertura do "Viseu Estrela à Mesa".

O Presidente aproveitou para elogiar o nível e o civismo dos debates políticos na pré-campanha eleitoral e considerou que, com "tantas possibilidades de escolha" e empenhamento dos partidos só se pode esperar uma menor abstenção nas legislativas.

"Tenho acompanhado a campanha, não me pronuncio, tenho estado rigorosamente silencioso, como devo estar, mas tenho apreciado a campanha, tenho apreciado o nível dos debates, muito serenos, mesmo quando veementes e demonstrando quando as suas opiniões são muito diversas, com uma civilidade, com uma urbanidade, com um respeito entre os representantes das várias forças políticas", elogiou Marcelo Rebelo de Sousa.

O Presidente da República considerou ainda que os debates têm tido "uma preocupação de esclarecer, tocando todos os pontos", acrescentando que "não há praticamente nenhum domínio que não tenha sido tratado: político, económico, social, educativo e mesmo cultural".

Sobre a demissão do secretário de Estado da Proteção Civil, José Artur Neves, na sequência do caso das golas antifumo, Marcelo Rebelo de Sousa diz apenas que aceitou o pedido de exoneração e não se pronuncia sobre matérias do “foro da investigação criminal”.

O presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), Mourato Nunes, também foi constituído arguido, mas garantiu esta quinta-feira que não vai demitir-se. O Presidente da República também recusou fazer comentários.

Questionado sobre o chumbo do Tribunal Constitucional às chamadas barrigas de aluguer, Marcelo Rebelo de Sousa diz que a decisão dos juízes veio confirmar as suas dúvidas.

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