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​Miguel Albuquerque pede maioria do PSD para uma “Madeira livre” de comunistas e bloquistas

17 set, 2019 - 00:36 • Olímpia Mairos , enviada da Renascença à Madeira

“Isto é muito sério. Nunca tivemos uma ameaça como esta", alerta o cabeça de lista social-democrata. As eleições regionais da Madeira estão marcadas para domingo.
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O candidato do PSD às eleições legislativas da Madeira, Miguel Albuquerque, quer continuar a governar com estabilidade e alerta para a possibilidade de ser derrotado no parlamento por coligação de esquerda.

O cabeça de lista do PSD da Madeira nas legislativas regionais, Miguel Albuquerque, pediu, esta segunda-feira à noite no Caniçal, maioria absoluta, considerando que outro cenário seria trágico e acabaria com a autonomia.

“O PSD da Madeira enfrenta um combate contra os adversários da nossa autonomia, contra aqueles que, desde há muito, querem mandar na Madeira - o poder central de Lisboa – e, para tal, o nosso combate é contra os mandatários de António Costa, hoje, na Madeira”, afirmou Albuquerque, interrompido pelos aplausos de militantes e simpatizantes do partido.

Embalado pelos aplausos, o atual líder dos social-democratas e presidente do Governo regional radicalizou o discurso e sem referir o nome do candidato do Partido Socialista, afirmou que o “cavalheiro que está ao serviço de António Costa ainda ontem disse, para quem queria ouvir, que estava disposto a coligar-se com os comunistas do Bloco de Esquerda e com o Partido Comunista, para tomar o poder na Madeira”.

“Isto é muito sério. Nunca tivemos uma ameaça como esta. Este senhor não tem princípios, não tem programa, pode-se aliar com os comunistas e com os comunistas queques e radicais do Bloco de Esquerda, para fazer uma coligação negativa, mesmo que o PPD da Madeira ganhe as eleições”, alertou Albuquerque.

O candidato social-democrata reforçou o alerta para a possibilidade de a esquerda formar uma coligação e derrotar no parlamento o PSD, exemplificando com o que aconteceu nas últimas legislativas nacionais.

“O que eu estou a dizer não é nenhuma ficção, porque este primeiro-ministro, este António Costa que anda a dar cabo do país e a enganar os portugueses, perdeu as eleições, foi ao parlamento, fez um pacto com os comunistas e está lá, no poder, a rebentar com o país", declarou.

O candidato do PSD às eleições legislativas da Madeira considera, por isso, que no atual quadro político “é fundamental” que a maioria do PSD “seja expressiva, para o partido constituir governo com segurança”. Caso contrário, considera que há o risco de se “acabar com a autonomia e o progresso”.

“O que está em causa é termos uma maioria na Madeira, para continuarmos a governar com estabilidade social, com estabilidade política, sem ruturas, para mantermos o crescimento contínuo da nossa economia, para assegurarmos a empregabilidade das novas gerações, para garantirmos uma contínua redução dos impostos, como estamos a fazer, para garantirmos que as famílias e os nossos filhos tenham um futuro na Madeira”, afirmou o candidato.

Miguel Albuquerque afirmou ainda que entregar o poder aos socialistas iria conduzir “à recessão económica e à paralisia total da economia”, o que “só traz miséria, desemprego e estagnação da riqueza” da Madeira.

No comício do Caniçal, concelho de Machico, o atual presidente do Governo Regional da Madeira foi recebido por militantes e simpatizantes do partido que empunhavam bandeiras do PSD e gritavam palavras de ordem como “Nós só queremos Miguel a presidente” e “Madeira livre, olé”.

As eleições regionais legislativas da Madeira decorrem em 22 de setembro, com 16 partidos e uma coligação a disputar os 47 lugares no parlamento regional.

Nas regionais de 2015, os sociais-democratas seguraram a maioria absoluta, com que sempre governaram a Madeira, por um deputado, com 24 dos 47 parlamentares.

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