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Hong Kong. Deputada pede à ONU inquérito à repressão policial

17 set, 2019 - 07:33 • Lusa

Os militantes pró-democracia acusam Pequim de não cumprir as promessas políticas e de recusar eleições livres.
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Uma deputada do Parlamento de Hong Kong pediu às Nações Unidas a realização de um inquérito internacional para averiguar a repressão policial de estudantes pró-democracia.

Ao usar da palavra durante a reunião do Conselho dos Direitos Humanos da ONU, que decorre em Genebra (Suíça), Tanya Chan, membro do Conselho Legislativo (“LegCo”, o Parlamento de Hong Kong), afirmou que a antiga colónia britânica “está a viver uma crise”.

Tanya Chan, fundadora do Partido Cívico, foi condenada este ano a oito meses de prisão, com pena suspensa, pelo papel desempenhado na campanha de desobediência civil “Occupy Central”, em 2013, e pelo “Movimento dos Para-chuvas” que paralisou a cidade em 2014.

Cinco anos depois, Hong Kong cumpre 100 dias da mais grave crise política depois de ser integrada na China, em 1997, através de ações e de manifestações quase diárias que exigem reformas democráticas.

“É o resultado da ausência de democracia em Hong Kong, uma vez que o Governo não se tem responsabilizado pelos abusos da polícia”, afirmou Tanya Chan, garantindo que a polícia “trata os manifestantes como baratas”.

Para a dirigente do Partido Cívico, a polícia pensa também que a violência exercida contra os militantes pró-democracia é uma “luta antiparasitária aceitável”.

Perante os Estados membros do Conselho, de que a China faz parte, Tanya Chan apelou ao Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, liderado por Michelle Bachelet, para que apoie a criação de uma “missão de inquérito para garantir os direitos humanos da população de Hong Kong”.

“Receio que haja mortes se continuar a escalada de brutalidade da polícia”, declarou Tanya Chan à agência noticiosa France-Presse, depois das manifestações do fim de semana passado terem sido marcadas por novos atos de violência.

Michele Bachelet já tinha pedido às autoridades chinesas a abertura de um inquérito “rápido, independente e imparcial” à atuação das forças da ordem locais.

Em conformidade com a declaração sino-britânica de 1984, a base da retrocessão, Hong Kong é uma região semiautónoma sob o princípio “um país, dois sistemas”,

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