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António Costa não quer que "se repita cá o que está a acontecer em Espanha"

17 set, 2019 - 11:33 • Susana Madureira Martins

Numa ação de pré-campanha na área metropolitana de Lisboa, o secretário-geral do PS andou de transportes públicos desde a linha de Sintra até à estação de metro da Pontinha, ouviu queixas sobre as supressões na CP e ainda falou do "bom exemplo" da geringonça para os europeus.

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Sem gravata, de camisa azul de ganga e com ar descontraído, António Costa surgiu aos jornalistas pelas nove da manhã saído de uma composição na estação de metro da Pontinha. Questionado pelos jornalistas sobre de onde é que veio, o secretário-geral muito ao seu estilo respondeu: "de casa".

Foi então de casa que Costa saiu esta terça feira para apanhar o comboio em Rio de Mouro, depois o metro na Reboleira para acabar na Pontinha onde falou com os jornalistas para um balanço do que foi feito e o que falta fazer nos transportes públicos.

Numa ação de pré-campanha e um dia depois do debate das televisões com Rui Rio, Costa diz que no contacto que manteve com as pessoas quer no comboio, quer no metro, "algumas" comentaram o frente-a-frente com o líder do PSD, mas não quis dizer o que ouviu, apenas que "as pessoas foram todas simpáticas".

Queixas ouviu e não foram poucas, segundo o próprio líder socialista, sobretudo "sobre a falta de comboios na linha de Sintra, muitas supressões", com Costa a explicar que "foi reforçada a capacidade de manutenção dos comboios da EMEF" e que estão a ser criadas condições para que "as composições deixem de estar paradas".

Ainda assim, o líder socialista e primeiro-ministro a admitir que "abrir um concurso para comprar comboios não é como ir ao stand comprar um automóvel, leva quatro, cinco anos e por isso a prioridade é a recuperação da EMEF", a oficina de manutenção das composições.

Aos jornalistas Costa garantiu que "todos os dias estão a entrar em atividade novos comboios", e que é preciso agora "recuperar o que ainda está por recuperar, que é o caso da CP que está mais atrasada".

O líder socialista foi ainda abordado por um jornalista estrangeiro que lhe perguntou o que pode aprender a social-democracia europeia com o exemplo de governação português. António Costa respondeu que não dá "lições a ninguém", mas admitiu que fica "satisfeito" quando na Europa acham que este Governo é "um bom exemplo".

Questionado se a maioria parlamentar de esquerda é repetível na Europa, por exemplo em Espanha, Costa respondeu que o que deseja "é que não se repita cá [em Portugal] o que está a acontecer em Espanha", onde os socialistas não conseguem formar governo e em que se coloca já o cenário de novas eleições legislativas.

Neste périplo pelos transportes públicos da área metropolitana de Lisboa, o líder socialista chegou à estação de metro da Pontinha acompanhado de vários presidentes de Câmara: Fernando Medina (Lisboa), Basílio Horta (Sintra), Hugo Martins (Odivelas) e a autarca da Amadora, Carla Tavares, além de vários candidatos a deputados pelo círculo eleitoral de Lisboa.

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