Fernando Medina-João Taborda da Gama
O presidente da Câmara de Lisboa e um professor universitário (especialista em direito fiscal) a viver na capital olham para os principais temas da atualidade. Às terças e quintas, às 9h15
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Fernando Medina e João Taborda da Gama - Debate entre Rio e Costa - 17/09/2019
Fernando Medina e João Taborda da Gama - Debate entre Rio e Costa - 17/09/2019

João Taborda

Debate Costa-Rio. “Ambos ganharam, nas áreas que não lhes interessavam”

17 set, 2019


O debate entre os líderes dos dois principais partidos portugueses esteve em discussão no espaço de debate da manhã da Renascença esta terça-feira.

Os comentadores da Renascença, João Taborda da Gama e Fernando Medina, ficaram com boa impressão do debate televisivo de segunda-feira à noite entre João Taborda da Gama e Fernando Medina.

João Taborda da Gama, contudo, considera que ambos saíram vencedores, mas não nas áreas que lhes interessavam.

“Houve dois vencedores, mas talvez não no campo que lhes interessasse vencer. Rio devia querer mobilizar a direita e Costa quer ganhar a maioria absoluta. Não é obvio que tenham ganho nesses campos”, diz o comentador.

Para Taborda da Gama, Rui Rio esteve bem na questão da saúde e em “desmontar a ideia de que tudo o que correu bem nas finanças foi da ação do Governo”.

Por outro lado, diz o mesmo comentador, Rui Rio esteve mal na questão da justiça. “É verdade que ele tem alguma embirração com a organização da justiça, mas alguém que quer ser primeiro-ministro não pode transformar uma embirração num programa de Governo.”

Já António Costa, segundo João Taborda da Gama, não conseguiu aquilo que mais lhe interessava, que era mobilizar os indecisos para conseguir aproximar-se da maioria absoluta.

Fernando Medina concorda que o debate correu bem aos dois candidatos, embora para Rui Rio as expetativas fossem tão baixas que “o facto de ter aparecido é um ponto para ele”, ironizou.

“O que é que Rio não consegue fazer? Mostrar que é uma alternativa do ponto de vista político. Na questão económico e financeira do país propõe uma equação que não é realista: Melhores serviços públicos, menos impostos, mais crescimento. Todos querem isso, mas compreendem que não é possível”, diz Medina.

Já António Costa, diz, “foi muito sólido nas várias áreas de governação” e adotou uma estratégia pouco confrontacional, “mas isso foi escolhido e deliberado, é de quem está à frente e não tem de provar nada quanto à governação”.

Os dois comentadores mostram-se ainda entusiasmados com o debate conjunto de rádio, marcado para quarta-feira a partir das 10h, com os seis líderes de partidos com assento parlamentar e que será transmitido em direto na Renascença.

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  • Fidalgo
    17 set, 2019 Lisboa 13:07
    Costa evidenciou ser politico hábil mas esquerdizante e que sem a EQUIPA CENTENO não tem credibilidade NACIONAL NEM INTERNACIONAL e que este vai sair em Junho ,ficando governo á deriva e dependente dos extremistas Leninistas;Trotsquistas e Maoistas e de certa forma dos radicais do própio PS em que tudo é do ESTADO.O PSD também não desfez se era para continuar o assalto aos reformados/pensionistas etc e esclareceu a célebre estória dos 600 mil milhões que Passos iria cortar mais aos aposentados da atualidade e futuros e futuros cortes nas reformas.Esta falta de informação leva eleitores a ponderar voto e em termos profissionais se vale apena criar carreira laboral ou empresarial em Portugal.Hoje em dia redes e acesso noticias são veículos que influenciam a opinião publica.Caricato hoje é verificar as noticias contraditórias em relaçao ao debate e quem ganhou,há os dependentes que vao pelo empate e os independentes que ficam pelo nim ou ganho de Rio,mas o que interessa verdadeiramento aos eleitores não foi abordado.Consideraria um debate sem interesse e desprezo pelos eleitores.Os assuntos relevantes e que atingem a breve e longo prazo não foram aflorados.Sinal de insignificância é que enquanto ESPANHA,ISRAEL,EUA debates e assunto vêm na primeira página jornais internacionais mas sobre Portugal dado talvez a sua irrelevância e incoerência não é noticia de primeira página.