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EUA alegam que mísseis iranianos atacaram campos de petróleo na Arábia Saudita

16 set, 2019 - 19:48 • Redação, com Reuters

O Irão nega qualquer envolvimento, mas considera que o ataque contra as instalações sauditas é uma “resposta recíproca" do povo do Iémen à "agressão” de Riade, que apoia as forças governamentais iemenitas na guerra civil com os houthis.
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Os Estados Unidos divulgaram imagens de satélite e informações dos serviços secretos para apoiarem a tese de que o Irão está por detrás dos ataques contra instalações petrolíferas na Arábia Saudita.

De acordo com fontes oficiais norte-americanas, foram registados 19 pontos de impactos nos dois campos visados e os ataques não tiveram origem de território controlado pelos rebeldes houthis, no Iémen.

As mesmas fontes anónimas, citadas pela agência Reuters, jornal “The New York Times” e televisão ABC, admitem que os raides podem ter sido lançados a partir do Irão ou do Iraque.

Terão sido utilizados mísseis de cruzeiro iranianos nas ações contra as instalações petrolíferas de Abqaiq e Khurais, indicam as fontes norte-americanas.

A coligação liderada pelos sauditas, que combate os houthis no Iémen, disse esta segunda-feira que os ataques foram realizados com armas iranianas e confirma que não foram lançados a partir do Iémen.

“Os resultados preliminares mostram que as armas são iranianas e estamos a trabalhar para determinar a localização. O ataque terrorista não teve origem no Iémen, como alega a milícia houthi”, afirmou o porta-voz da coligação, o coronel Turki al-Malki.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirma que a resposta dos Estados Unidos depende dos resultados da investigação saudita.

O Irão nega qualquer envolvimento, mas o Presidente iraniano, Hassan Rouhani, disse esta segunda-feira o ataque contra as instalações sauditas é uma “resposta recíproca à agressão” de Riade, que apoia as forças governamentais na guerra civil com os houthis.

Petróleo com a maior subida em três décadas

O preço do Brent, o petróleo de referência para a Europa, disparou esta segunda-feira 20%, para 71.95 dólares o barril, a maior subida registada durante uma sessão em três décadas, até estabilizar nos 67.41 dólares.

A subida fica a dever-se ao ataque de sábado contra duas instalações petrolíferas da Arábia Saudita, que atingiu seriamente a produção.

O preço do Brent registou a maior subida num dia desde crise petrolífera provocada pela Guerra no Golfo, de 1990-1991.

O ataque de sábado, reivindicado pelos rebeldes houthis do Iémen, visou as instalações petrolíferas de Abqaiq e Khurais, e provocaram um corte na prodição de 5.7 milhões de barris por dia, cerca de metade da capacidade diária.

A empresa estatal Aramco ainda não avançou um prazo para a normalização da produção de petróleo na Arábia Saudita.

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