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Proteção Civil espera ter fogo em Valpaços dominado no sábado de manhã

13 set, 2019 - 18:00 • Lusa

Pelo menos três casas foram destruídas pelo incêndio e 24 pessoas foram retiradas das habitações, tendo entretanto regressado. Autarca espera que vento não mude de direção para evitar "desastre".
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O 2.º comandante operacional distrital de Vila Real disse na madrugada deste sábado que espera ter o incêndio de Valpaços, ativo desde as 13h36 de sexta-feira, dominado de manhã, referindo não existirem aldeias em risco.

Em declarações aos jornalistas, na freguesia de Ervões, Valpaços, distrito de Vila Real, onde está instalado o centro móvel de operações, Borges Machado afirmou que o ideal seria controlar o fogo durante a noite, mas o vento forte está a ser um "grande obstáculo" e a dificultar os trabalhos.

A acrescentar ao vento, o responsável da Proteção Civil referiu a escassez de pontos de água no concelho como outra das dificuldades, adiantando que os meios aéreos demoravam muito tempo entre ir buscar e descarregar água.

Falando num incêndio "complicado", Borges Machado referiu que o fogo está a ceder aos meios de combate, mas não na sua totalidade.

Com três frentes ativas, depois de já ter tido quatro, o 2.º comandante contou que duas delas estão a ceder, estando uma delas mais de 80% dominada, e a outra a causar muitas preocupações porque entrou numa linha de água e é de difícil acesso.

"São muitas localidades que estão em volta deste incêndio, foi um incêndio de vento. Na verdade, andamos sempre a correr atrás dele para socorrer as pessoas, porque primeiro estão as pessoas e só depois os bens", frisou.

Populações evacuadas já regressaram a casa

O comandante explicou que "por precaução" retiraram, durante a tarde, 16 pessoas de uma localidade e oito de outra, tendo estas já regressado depois de se considerar não haver riscos.

Entre estas, apenas dois idosos acamados, que haviam sido retirados pela Cruz Vermelha Portuguesa, vão pernoitar num lar.

Por agora não há aldeias em risco, adiantou, numa declaração pelas 23h30 de sexta-feira.

Em termos de danos materiais, sem conseguir para já avançar com uma estimativa da área ardida, Borges Machado salientou terem ardido três casas devolutas e uma quarta sofreu "danos parciais".

O 2.º comandante distrital recordou que Valpaços estava em "risco máximo", motivo pela qual havia já uma brigada de reforço localizada no concelho.

Segundo a página na internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, o fogo estava, pelas 00h55, a ser combatido por 412 bombeiros apoiados por 127 viaturas.

Durante a tarde de sexta-feira, o combate às chamas envolveu seis meios aéreos.

Autarca de Valpaços espera que vento não mude de direção para evitar "desastre"

O presidente da Câmara de Valpaços disse na noite desta sexta-feira esperar que o vento não mude de direção, porque, a acontecer, causará um "verdadeiro desastre" no concelho.

"Vamos ter muito trabalho. Esperamos que o vento não mude de direção", porque, senão, "pode ser um verdadeiro desastre para o concelho que, até agora, já soma muitos prejuízos causados pelo fogo", disse Amílcar Almeida à agência Lusa.

Ainda sem terem sido apurados os prejuízos causados, o autarca avançou que esses são "elevados", nomeadamente ao nível das culturas.

"Os soutos foram muito afetados, há castanheiros totalmente consumidos pelas chamas que, infelizmente, já não vão produzir mais", frisou.

O presidente da câmara sublinhou o trabalho dos bombeiros que, em terreno íngreme e muito arborizado, conseguiram, até agora, evitar prejuízos maiores.

[Notícia atualizada à 1h30 de 14/09]


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