Opinião de Ribeiro Cristovão
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Vitória e derrota

12 set, 2019 • Opinião de Ribeiro Cristovão


Num só dia vieram a lume duas notícias relevantes no tocante à relação da justiça com o futebol.

A SAD do Benfica não vai a julgamento no caso e-toupeira, primeiro, julgamento do ataque a Alcochete irá decorrer no Tribunal de Monsanto a partir do próximo dia 18 de novembro, para completar o ramalhete.

Como todos sabemos o futebol português tem andado sistematicamente envolvido em casos que em nada têm contribuído para o seu prestígio, sobretudo a nível internacional.

Só por si, isto significa que o sucesso alcançado além-fronteiras no plano meramente competitivo, se esbate e perde força em vários sentidos.

E o pior ainda pode estar por chegar. Veremos, pois, como irão decorrer ambos os processos e que consequências daí advirão.

Pelo que ontem chegou ao conhecimento de todos houve reações esperadas. Futebol Clube do Porto e Sporting Clube de Portugal não deixaram de manifestar estranheza pelas decisões divulgadas, depois de terem aguardado que o Benfica, enquanto sociedade anónima desportiva, viesse a sentar-se no banco dos réus.

Júlio Loureiro, funcionário judicial, Paulo Gonçalves, até há pouco funcionário do clube da Luz, e José Silva, não terão assim outros parceiros numa história de tantos capítulos.

Já no tocante ao segundo processo há somente que esperar pelo início do julgamento.

Não deixa, no entanto, de ser relevante o facto de ter sido escolhido o Tribunal de Monsanto.

Tratando-se de arguidos acusados de atos de terrorismo, o que o julgamento irá confirmar ou desmentir, o local indicado não poderia ser outro.

O que se deseja é que se virem estas páginas, tristes páginas, o mais rapidamente possível, e possa chegar o tempo em que o jogo em si volte a ocupar não apenas a primeira página, mas igualmente todas as outras páginas.

Comentários
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  • Juíz Vermelho
    12 set, 2019 Catedral da Luz 21:18
    A Tripeiragem e a lagartagem estavam a salivar, mas as contas saíram-lhes furadas. E aqui não houve um Juíz manhoso a agarrar-se a um pormenor técnico para destruir provas de corrupção, como aconteceu com o fêquêpê. Das reacções dos Andrades ninguém se admira. Agora os Viscondes do Lumiar... quando se pensa que não se conseguem dobrar mais, conseguem sempre bater o recorde de "capachos do dono" e dobrarem-se ainda mais.