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Rio diz que empregos criados em Portugal foram “para as famílias” do Governo

11 set, 2019 - 00:01 • Teresa Paula Costa , João Pedro Barros com Lusa

Num encontro de autarcas sociais-democratas, líder do PSD frisou ainda que a gratuitidade dos manuais escolares não é justa.
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Foi um momento que provocou risos na plateia e o ressuscitar do “Family gate”, a polémica sobre as relações familiares no Governo socialista e em cargos do Estado. Confrontado com a alegada criação de emprego durante a última legislatura, Rui Rio respondeu com ironia, esta terça-feira, numa iniciativa inserida no encontro dos Autarcas Sociais-Democratas, em Fátima.

“Este Governo, os empregos que criou foram para as famílias deles [dos governantes]. Esse é que é emprego criado pelo Governo e para o Governo. A economia criou emprego, só que esse emprego não só é relativamente precário como, acima de tudo, é de muito baixos salários”, declarou.

O presidente do PSD disse ainda que os manuais escolares só deviam ser gratuitos para quem não os pode pagar.

“Acho que não é justo, como também não é justa a abolição das propinas que o Bloco de Esquerda quer fazer. Também já não é justo, na minha opinião, o desconto que se fez nas propinas. Entendo que os manuais devem ser gratuitos para quem precisa e não para quem não precisa”, frisou.

Rio defendeu igualmente que Portugal precisa de reformas estruturais para ultrapassar os "estrangulamentos" que afetam o desenvolvimento do país.

"O país tem estrangulamentos estruturais no seu funcionamento. O nosso desenvolvimento está condicionado por determinados estrangulamentos de ordem estrutural que temos de conseguir ultrapassar", afirmou.

Nesses "estrangulamentos", o presidente social-democrata apontou para a reforma do sistema político, da justiça e da descentralização, "em nome do interesse nacional".

"Não é possível na maioria deles serem ultrapassados por um único partido, nem que tenha uma maioria confortável no parlamento, seja ele qual for. Tem de ser sempre por acordos alargados", acrescentou.


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  • hugo pedrosa
    11 set, 2019 lisboa 10:16
    Este senhor, o tal que não quer muito ser deputado, quando fica calado é um poeta.