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CGTP reivindica aumento mínimo de 90 euros para todos os trabalhadores a partir de janeiro

11 set, 2019 - 18:13 • Ana Carrilho

Em entrevista à Renascença e jornal "Público, o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, também defende um aumento do salário mínimo nacional para os 850 euros, até ao final da próxima legislatura.
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A CGTP reivindica aumento mínimo de 90 euros para todos os trabalhadores a partir de janeiro, anuncia o secretário-geral da central sindical, Arménio Carlos, em entrevista ao programa Hora da Verdade, da Renascença e jornal "Público".

Arménio Carlos frisou nesta entrevista que “esta vai ser a (nossa) proposta em toda a contratação coletiva, para negociar com o Governo e entidades patronais”.

O sindicalista considera que “chegou o momento de promover um aumento significativo dos salários em Portugal”. É uma forma de valorizar as profissões, de aumentar a parte salarial na distribuição do rendimento nacional e de garantir que os trabalhadores e as suas famílias podem melhorar as suas condições de vida, refere o documento sobre as prioridades da política reivindicativa da CGTP-IN para 2020.

Arménio Carlos também defende o aumento do salário mínimo nacional para 850 euros “a curto prazo”. Ou seja, antes do fim da próxima legislatura.

Quando questionado sobre o que quer dizer em concreto, Arménio Carlos explicou que é a forma de “dizer ao Governo e às confederações patronais que não temos uma proposta fixa para amanhã, temos uma proposta que pode ser negociada e o objetivo ser atingido antes do fim da próxima legislatura. Não temos um limite temporal, mas temos o objetivo de que os 850 euros sejam concretizados no menor período de tempo. Agora, vamos ver a posição do governo e das confederações patronais”.

O secretário-geral da CGTP admite que a evolução do salário mínimo nos últimos anos foi positiva, ainda assim insuficiente.

A central sindical fez as contas e se a remuneração mínima evoluísse de acordo com a produtividade e a inflação desde 1974, em 2020 deveria estar nos 1.137 euros ou seja, quase o dobro dos atuais 600 euros.

Entre as prioridades da central sindical continua a luta contra a precariedade laboral e para que seja ativada, no plano legal, a fiscalização sucessiva pelo Tribunal Constitucional das alterações ao Código de Trabalho.

As 35 horas semanais de trabalho continuam a ser um objetivo para todos os trabalhadores e sem redução de salário.


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