A+ / A-

Bispos apelam à “participação ativa” nas eleições

10 set, 2019 - 16:44 • Teresa Paula Costa com Lusa

A Conferência Episcopal aproveitou o seu encontro em Fátima para saudar a nomeação de um novo núncio apostólico para Portugal, bem como a escolha de D. Tolentino Mendonça para integrar o Colégio dos Cardeais.
A+ / A-

O porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa apelou esta terça-feira ao voto nas próximas eleições.

No final da reunião mensal do Conselho Permanente em Fátima, o Padre Manuel Barbosa defendeu uma “participação ativa” nas eleições. Recordando o “documento de fundo” que a Igreja publicou em abril, sobre este tema, o sacerdote afirmou que “o apelo é de sempre: é que as pessoas tenham uma participação ativa e a participação ativa é votando, mas para votar é bom que conheçam bem todos os projetos”.

A Conferência Episcopal publicou em abril o texto intitulado “Um olhar sobre Portugal e a Europa à luz da Doutrina Social da Igreja”, valorizando a “paulatina ultrapassagem da crise” e alertando para a “quebra de investimento na saúde e na educação”. O padre Manuel Barbosa lembrou que o documento quis ser um contributo da CEP, como “voz da Igreja”, num ano de eleições (europeias, regionais na Madeira e legislativas), para salientar quatro valores fundamentais do pensamento social católico: dignidade humana, bem comum, solidariedade e subsidiariedade.

Na conferência de imprensa desta terça feira, o secretário da CEP deixou votos de que “todos os cidadãos participem neste ato tão importante na democracia em Portugal”, a respeito das próximas legislativas, de 6 de outubro, realçando que “o voto é sempre pessoal, livre, responsável e consciente”, fruto de um “correto discernimento”.

Contudo, disse esperar que a posição da Igreja relativamente a questões ditas “fraturantes”, como a eutanásia e a “ideologia do género”, seja “tida em conta” pelos eleitores, ainda que a Igreja não vá dizer em que partido devam os católicos votar.

No final do mês de agosto, a CEP divulgou no seu site oficial o documento sobre a chamada “ideologia do género,” publicado em 2013, no qual se questiona a “difusão” da mesma no ensino, bem como os vários documentos sobre a Eutanásia, rejeitando a sua eventual legalização em Portugal. Segundo o padre Manuel Barbosa, o objetivo foi promover um “esclarecimento sobre estas temáticas, afirmando as posições” da Igreja Católica.

O Conselho Permanente da CEP deixou ainda votos de congratulação pela próxima canonização do beato Bartolomeu dos Mártires, “pelo que significa para a Igreja em Portugal, as dioceses onde esteve e para a Igreja universal”, bem como pela nomeação cardinalícia de D. José Tolentino Mendonça, um gesto de “confiança” do Papa Francisco na sua pessoa e de “consideração” pelo país.

A CEP saudou ainda a nomeação do novo núncio apostólico, Ivo Scapolo, considerando que o mesmo conta “com a confiança do Papa Francisco” e o “aval da República Portuguesa”.

O porta-voz da CEP referiu ainda que, em outubro, a Igreja Católica em Portugal vai promover uma “grande celebração” pelo mês missionário extraordinário, nos dias 19 e 20 de outubro, em Fátima, assinalando ainda os 175 anos do Apostolado da Oração em Portugal. Ainda para 20 de outubro, em Cernache do Bom Jardim, está marcada a inauguração de monumento a D. António Barroso (1854-1918), missionário e bispo do Porto, dedicado à missionação portuguesa.

A próxima Assembleia Plenária da CEP, de 11 a 14 de novembro, vai debater, entre outros temas, a tradução portuguesa do Missal Romano, e os preparativos em curso para a Jornada Mundial da Juventude que Lisboa acolhe em 2022.


legislativas 2019 promosite
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.