A+ / A-

Catarina Martins acusa PAN de ir “mais longe” do que a direita na Segurança Social

08 set, 2019 - 11:28 • Eunice Lourenço , João Pedro Barros

Alegado plafonamento das contribuições foi tema de debate deste sábado. André Silva diz que o objetivo é evitar “reformas milionárias”.
A+ / A-

A líder do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, acusou o PAN de ir mais longe do que os partidos de direita na privatização da Segurança Social. No frente a frente com André Silva, na noite de sábado, na SIC Notícias, Catarina Martins escolheu este tema para mostrar as diferenças entre os dois partidos.

“Quando dizemos que quem ganhar mais vai deixar de descontar, a partir de um certo montante, para a Segurança Social para ir colocar num PPR ou seguro privado, estamos a dizer que há uma parte das receitas da Segurança Social que deixam de ir para o sistema que é de todos, que é solidário, para irem para o sistema financeiro”, desenvolveu.

Catarina Martins sugeriu que se trata de “uma espécie de plafonamento da Segurança Social”, “um projeto da direita há 30 anos, que nunca foi para a frente” e que “aparece agora pela mão do PAN”.

André Silva recusou a acusação e explicou que a sua proposta tem como objetivo evitar “reformas milionárias” por parte do Estado.

“Há o plafonamento na contribuição e depois no recebimento da proposta. Nós só estamos a falar do plafonamento do tecto na segunda parte. Aquilo que nós queremos é que o Estado não pague reformas milionárias e que tenha um tecto”, frisou.

As explicações não convenceram Catarina Martins, que, em matéria ambiental, defendeu que o Bloco vai mais longe do que o PAN no combate às emissões de carbono. Já no que diz respeito a barragens, ambos concordam que Portugal não precisa de mais grandes albufeiras.


legislativas 2019 promosite
Últimaslegislativas 2019
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.