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Legislativas 2019

Livre. Rui Tavares confiante na eleição de Joacine em Lisboa e outro deputado no Porto

07 set, 2019 - 00:17

"Há mais base eleitoral, e provámos isso em duas eleições europeias com votações à volta dos 2%, do que aquilo que dizem as sondagens, onde não aparecemos porque não estamos descritos nas perguntas", afirmou o dirigente do Livre.
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O dirigente do Livre Rui Tavares disse sexta-feira estar certo da eleição de dois deputados no sufrágio de 6 de outubro, apesar das limitações que o partido enfrenta para o combate eleitoral. "Nós vamos ter assento parlamentar. A Joacine [Katar Moreira] vai ser eleita pelo círculo de Lisboa e temos possibilidades de ter um grupo parlamentar. O Livre tem mais base eleitoral, provámos isso em duas eleições europeias com votações à volta dos 2%, do que aquilo que dizem as sondagens, onde não aparecemos porque não estamos descritos nas perguntas", afirmou Rui Tavares, no Porto.

Argumentando que com esses 2% "é possível eleger um grupo parlamentar e a eleição também no círculo eleitoral do Porto", o dirigente partidário declarou não acreditar numa "vitória da direita" porque se "esgotou no projeto de austeridade" e "não tem mais nada a oferecer ao país".

Quanto à esquerda, apesar de "parecer ir ter dois terços dos votos dos portugueses", precisa de “sair do seu ramerrame, do seu taticismo", considerou Rui Livre, à margem de uma ação de campanha de apoio aos candidatos pelo círculo do Porto. "O Livre é, de longe, em Portugal aquele que tem uma maior proporção de votos por cada euro gasto", salientou Rui Tavares, acrescentando: “Onde os outros gastam milhões e, por vezes, têm menos votos, o Livre gasta 10 mil euros e vai desta vez entrar na Assembleia da República".

Apresentando como linhas mestras da candidatura a "justiça social e ambiental e uma estratégia para o país", o dirigente considerou existir "uma conjuntura de algum marasmo no debate estratégico sobre Portugal que faz com que as pessoas se desinteressem da política". E prosseguiu: "A política é feita dos casos, da marcação da agenda mediática e dos debates e das tricas entre direções partidárias. Isso não serve o país".

Nesta lógica, admitiu que esse marasmo "é um perigo em termos de abstenção", enfatizando haver "à esquerda uma convergência, a chamada ‘geringonça' que o Livre defendeu e foi precursor a defender, mas que não tem a tal visão estratégica que o Livre pode acrescentar à Assembleia da República". Classificando-a como a “geringonça dos gabinetes e dos grupos parlamentares”, Rui Tavares defendeu uma "visão que combine esquerda com uma visão ecológica e europeia que seja global", estratégia que "só o Livre tem em Portugal".

Desafiado a comentar se o maior perigo para Portugal é uma maioria absoluta do PS ou uma abstenção histórica, Rui Tavares considerou ser "a política como ela está em Portugal". "Está cartelizada, sejamos claros. Na lei do financiamento partidário os partidos fecharam-se numa sala e do PCP ao PSD resolveram os seus problemas financeiros decidindo a lei do financiamento partidário, sem o contributo de mais ninguém, assim como na Comissão de Ética e Transparência” no parlamento, acusou.


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