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Greve dos motoristas. Assunção Cristas defende revisão da lei dos serviços mínimos

07 set, 2019 - 15:07 • Lusa

Na feira da Senhora da Hora, em Matosinhos, líder do CDS-PP defendeu "redução de impostos para todos".
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A líder do CDS, Assunção Cristas, defendeu este sábado em Matosinhos que a lei dos serviços mínimos deve ser atualizada para evitar que "um grupo pequenino pare um país", referindo-se à greve dos motoristas, que na sexta-feira foi desconvocada.

"Há uma questão de fundo para ser tratada no que diz respeito às situações de greve que é uma atualização de uma lei que está claramente fora do nosso tempo, fora do que é Portugal no século XXI, um país com uma economia aberta", sublinhou Assunção Cristas.

Depois de uma greve em abril e outra em agosto, por melhores condições remuneratórias, os motoristas de matérias perigosas tinham previsto iniciar este sábado uma nova greve que deveria terminar no dia 22.

Em declarações aos jornalistas, no final de uma visita que realizou à feira da Senhora da Hora, concelho de Matosinhos, a dirigente do CDS frisou: "Um grupo pequenino não pode parar a vida de todo um país e de todas as pessoas, das famílias, das empresas, da atividade económica".

"Essa é a grande batalha do CDS, trouxemos essas propostas e desafiamos para um grande debate na sociedade portuguesa para se mudar a lei dos serviços mínimos. No parlamento não houve vontade de o fazer por parte das outras forças politicas, nós continuamos a achar que essa é uma das reformas de fundo que é preciso fazer no nosso país", acrescentou.

Na feira, Cristas “vendeu” descida de impostos

Em pré-campanha, a presidente do CDS-PP apresentou aos feirantes da Senhora da Hora, concelho de Matosinhos, as suas propostas de "redução de impostos para todos" e "uma relação mais equilibrada com a autoridade tributária".

"Baixar os impostos para todos, 15% no IRS e IRC, caminhando progressivamente até ao nível da Irlanda, neste momento são 21% (IRC em Portugal), entendemos que deve poder chegar em seis anos a 12,5%", explicou Assunção Cristas, em declarações aos jornalistas.

Considerando que "os feirantes são fustigados com impostos, com taxas de ordem diversa", a líder do CDS defendeu que "as taxas que não estejam num portal não podem ser cobradas, para que haja transparência".

"Como também defendemos uma relação mais equilibrada, por exemplo, com uma autoridade tributária que, às vezes, tem situações de claro abuso, como vimos há pouco tempo aqui na região do Grande Porto, parando os automobilistas para lhes ficar com o carro. Situações que não são aceitáveis num estado de direito", acrescentou.

Assunção Cristas falava no final de uma visita à feira da Senhora da Hora, antes de se dirigir para a Marginal de Matosinhos para contactos com a população e distribuição de 'flyers'.

"O que ouvimos muitas vezes nas feiras é que trabalham muito, de sol a sol, e não veem os resultado do seu trabalho, não sentem que o seu trabalho seja recompensado, por isso, a nossa proposta número um é dar sentido e que faça sentido trabalhar em Portugal, porque só assim se consegue progredir na vida", frisou.

A par da baixa de impostos, a líder do CDS-PP insistiu na ideia de criação de "um verdadeiro estado justo, um estado social a funcionar como deve ser".

"Chamamos-lhe um estado social de parceria, porque para nós, o mais importante é que as pessoas tenham os seus problemas resolvidos e, portanto, cada pessoa, independentemente do dinheiro que tem ou de onde mora, deve poder ter saúde de qualidade, deve poder ter uma consulta de especialidade dentro do tempo recomendado, que normalmente são três meses", disse.

E acrescentou: "Ora, nós sabemos que muitas pessoas que só podem recorrer ao Serviço Nacional de Saúde (SNS), porque não tem nem ADSE, porque não são funcionários públicos - nós achamos que deve poder ser aberta a todos os que queiram -, ou que não tenham dinheiro para pagar do seu bolso ou que não tenham um seguro de saúde privado, estão em clara desvantagem e é uma injustiça em relação aos outros".


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