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Sindicato dos motoristas de matérias perigosas desconvoca greve

07 set, 2019 - 00:04 • Lusa

Sindicato e ANTRAM chegaram a acordo. Ministro das Infraestruturas diz que começou o tempo de "diálogo", lembrando que o país está cansado destas greves.

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O Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) anunciou este sábado a desconvocação da greve ao trabalho extraordinário, fins de semana e feriados que se deveria prolongar até dia 22 de setembro.

O presidente do SNMMP, Francisco São Bento, revelou existir um “princípio de acordo” com a Antram que permitiu a desconvocação da greve, cujo início esteve previsto para as 00h00 de hoje.

Também o advogado da Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (Antram) João Salvador confirmou haver “um princípio de acordo”, no final de uma reunião no Ministério das Infraestruturas, em Lisboa, que começou perto da meia-noite de sexta-feira.

O ministro das Infraestruturas disse que "o tempo da greve terminou e começou o tempo do diálogo".

"O país está cansado destas greves, não temos dúvidas de que os motoristas também, as empresas também. Foram quatro pré-avisos de greve em pouco mais de quatro meses", afirmou Pedro Nuno Santos, após uma reunião com o SNMMP e a Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (Antram), no Ministério das Infraestruturas e da Habitação.

O ministro declarou que este foi "o culminar de um trabalho com muitos meses", depois de um acordo entre a Antram e a Fectrans - Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações, e de um acordo entre a Antram e o Sindicato Independente de Motoristas de Mercadorias (SIMM).

"Nunca desistimos de promover a via do diálogo como uma via de resolução do conflito", referiu o governante, destacando que "estão criadas todas as condições para que o SNMMP e a Antram possam trabalhar em conjunto" e em diálogo, que "é a via correta para se resolver estes conflitos".

Para Pedro Nuno Santos, "os motoristas hoje têm a possibilidade de, pela via do diálogo, tentarem melhorar a sua condição e as empresas, no quadro daquilo que também é esta negociação, preservarem a sua competitividade".

Segundo o ministro, o texto assinado hoje é semelhante ao que a Antram assinou com Fectrans e SIMM, pelo que há todas as condições para resolver o problema.


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