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Medida inédita. Fiscalização a incêndios vai ser feita pelo ar

05 set, 2019 - 07:31 • Celso Paiva Sol

Devido ao calor e tempo seco foi emitido um alerta vermelho para 13 distritos do centro e norte do país.
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A partir desta quinta-feira, a fiscalização de eventuais crimes de incêndio vai também ser feita a partir do ar. É a primeira vez que isso vai acontecer e faz parte das medidas adotadas para este período em que o país está em situação de alerta por causa do risco de incêndio.

Um grupo de militares da GNR, a bordo de um helicóptero da Força Aérea, vão sobrevoar as zonas onde se têm registado mais ocorrências e, se for caso disso, podem atuar em situações consideradas suspeitas.

A vigilância aérea já é um procedimento comum desde o ano passado, sendo feita com aviões da Força Aérea que ajudam a detetar focos de incêndio, a definir estratégias de combate e até a prevenir reacendimentos.

Agora, para além da vigilância é introduzida a fiscalização. A Proteção Civil requisitou à Força Aérea o helicóptero Alouette III – que lhe está reservado durante a época de incêndios - e vai usá-lo para fazer trabalho policial.

As equipas do GIPS da GNR vão sobrevoar algumas das regiões do país que estão sinalizadas por terem um maior número de ocorrências e atuar se necessário.

Podem fazê-lo através da recolha de imagens, da partilha de informações com meios terrestres, que ajudem a localizar e deter os suspeitos, ou, se as condições do terreno o permitirem aterrar o helicóptero para que os homens do GIPS façam essa perseguição e detenção.

Para já, o Alouette está requisitado até domingo, data em que será reavaliado o estado de alerta vermelho.

O Governo reforçou as medidas para responder ao alerta especial de nível vermelho, em vigor até ao próximo domingo em 13 distritos, por causa do risco de incêndios: aumentou o nível de prontidão das equipas de resposta; fica contemplada a dispensa do serviço público dos trabalhadores que desempenham cumulativamente as funções de bombeiro voluntário.

Além disso, também vão ser reforçadas as ações de vigilância terrestre com mais de 500 militares da Marinha, do Exército e da GNR.


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