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Furacão Dorian

20 mortes confirmadas nas Bahamas. Ventos de 120 km/hora fustigam costa americana

05 set, 2019 - 07:00 • Sofia Freitas Moreira com Lusa

O furacão subiu para a categoria 3 e começa a provocar chuvas intensas na Carolina do Sul e Georgia. A ONU envia ajuda para as Bahamas, onde as pilhagens constituem um novo problema.

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O número oficial de mortos provocados pelo furacão subiu para 20, confirmou o primeiro-ministro das Bahamas, admitindo ainda que à medida que as operações de busca e resgate se expandem, este número pode aumentar.

Os danos começam a ser revelados na sua totalidade, agora que a tempestade se deslocou das Bahamas.

Dorian criou "danos geracionais em Ábaco e Grande Bahama", disse Hubert Minnis, numa conferência de imprensa da Agência Nacional de Gestão de Emergências.
A maioria das mortes ocorreu em Ábaco e 60% de Marsh Harbour, a principal cidade de Ábaco, ficou destruída.

Segundo o National Hurricane Center (NHC), o furacão subiu novamente para a categoria 3, registando ventos até cerca de 185 km/h.

Espera-se que a tempestade continue a aproximar-se da costa da Carolina do Sul durante esta quinta-feira, antes de se deslocar para a costa da Carolina do Norte.
"Aguarda-se uma tempestade com risco de inundações costeiras significativas em grande parte das costas sudeste e centro-atlântica dos Estados Unidos, durante os próximos dias", alertou o NHC.

Os residentes na linha da costa devem estar preparados para tempestades e ventos perigosos na Geórgia, Carolina do Sul e Carolina do Norte, e partes do sudeste da Virgínia e do sul da Baía de Chesapeake.

O mapa interativo disponível no site oficial do centro demonstra a previsão do rumo do furacão. Enquanto que a zona laranja mostra a localização atual do centro da tempestade, a linha preta indica a previsão do NHC para onde o centro do furacão se moverá durante as próximas horas:

Reforço policial para combater pilhagens

O Governo das Bahamas anunciou que vai enviar forças policiais e de defesa adicionais para as ilhas Ábaco e Grande Bahama, devido às pilhagens que se têm registado.

“Estão a acontecer pilhagens”, disse Hubert Minnis, em conferência de imprensa, acrescentando que as forças adicionais serão mantidas até que a lei e a ordem sejam restauradas.

Os militares contribuirão para garantir a lei e alertou que qualquer pessoa que pratique um ato de pilhagem será perseguida e sujeita à justiça, avisou Minnis.

ONU anuncia apoio às operações de socorro

As Nações Unidas indicaram, na quarta-feira à noite, que cerca de “70 mil pessoas precisam de ajuda imediata”.

Num contacto telefónico a partir de Nassau, o secretário-geral-adjunto para os Assuntos Humanitários, Mark Lowcock, disse que a ONU tinha desbloqueado um milhão de dólares (cerca de 906 mil euros) do seu fundo de emergência para prestar os primeiros socorros aos afetados.

Antes, o secretário-geral da ONU, António Guterres, tinha referido que as Nações Unidas estavam a apoiar os esforços conduzidos pelo Governo das Bahamas e que iam integrar as equipas de avaliação enviadas para as áreas devastadas pelo furacão.

O porta-voz da ONU, Stephane Dujarric, adiantou que Guterres “permanece muito preocupado pelas dezenas de milhares de pessoas afetadas na Grande Bahama e Ábaco” e que enviou condolências às famílias dos que morreram.

Os ventos severos e as águas castanhas e lamacentas destruíram ou danificaram gravemente milhares de casas, incapacitando a atividade de hospitais e deixando muitas pessoas presas em sótãos.

As Bahamas foram atingidas no domingo pelo mais forte furacão registado na história do arquipélago, que fustigou, principalmente, as ilhas de Ábaco e Grande Bahama, com ventos até 295 quilómetros por hora e chuva torrencial, antes de seguir, na terça-feira, a sua rota em direção aos Estados Unidos.

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