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Varandas diz que Pontes “não tem um prazo, tem uma tarefa"

04 set, 2019 - 19:56

Presidente do Sporting falou sobre Leonel Pontes, Marcel Keizer e da derrota na Supertaça, "que marcou muito", o mercado, entradas e saídas e a oposição que critica.
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O presidente do Sporting diz que Leonel Pontes “não tem um prazo, tem uma tarefa” enquanto treinador principal dos leões.

“Estamos cá para observar a evolução e tomar decisões. Não foi escolhido para treinador dos sub-23 por acaso”, disse Frederico Varandas.

Em declarações à Sporting TV, o líder leonino confirma que Marcel Keizer “cumpriu a sua missão, venceu dois títulos importantes e tínhamos a expectativa que continuasse a crescer”.

"Supertaça marcou muito"

No entanto, Varandas reconhece que “a Supertaça marcou muito [derrota 5-0 contra Benfica] e a confiança de Marcel Keizer desceu no grupo”.

“A decisão da saída de Marcel Keizer não teve só a ver com o resultado do Rio Ave”, explica o presidente do Sporting que questiona: “Alguém iria despedir um treinador que tinha acabado de ganhar uma Taça de Portugal e uma Taça da Liga?”.

Sem confirmar Pontes como técnico definitivo, Varandas deixou o perfil para o futuro treinador dos leões: “Não pode ter medo de apostar na formação, tem de ser competente e tem de ter resultados”.

“A direção não abdica da estratégia e do rumo: aposta forte na formação e recurso a contratações cirúrgicas”, referiu.

Mercado "muito positivo"

O mercado de transferências fechou e Frederico Varandas faz um balanço muito positivo: “O Sporting encaixa 60 milhões, perdendo um titular indiscutível [Raphinha], mantendo o melhor médio da Europa [Bruno Fernandes] e vimo-nos livres de um lastro de jogadores excedentários que custavam 25% do orçamento e poupámos 15 milhões em salários líquidos”.

Sobre a permanência de Bruno Fernandes, Varandas esclarece que “houve muitas sondagens, mas a única proposta séria foi de 45M + 20M de objetivos do Tottenham”.

“Aguentei até quarta-feira e no Mónaco percebi que Bruno Fernandes não ia ser vendido. O Sporting não pode dizer não a uma proposta de 70 milhões de euros”, acrescentou.

O presidente do Sporting deixa grandes elogios a Bruno Fernandes e à postura do atleta durante o mercado de transferências: “Grande jogador, grande profissional, grande capitão, exemplar. Não vão ser pagos 5 milhões mas vai ser revisto o seu contrato porque merece. É o melhor médio da Europa”.

Quanto às contratações no último dia de mercado, Varandas faz o resumo: “Bolasie é um jogador de rendimento, preparado, maduro; Jesé Rodriguez tem qualidade, está comprometido com a sua profissão, é um avançado centro mais móvel; Fernando foi o extremo revelação do campeonato brasileiro”.

Foram “jogadores escolhidos com critério, não a pedido de empresários”.

O futuro está garantido: A equipa de Sub23 “tem três ou quatro jogadores que vão estar no plantel principal na próxima época”.

Dost "negócio possível"

Já a venda de Bas Dost “foi o negócio possível. Gostava de ter Dost no plantel, mas o jogador desejou sair e tinha um custo incomportável [5.9milhões ano].

Entretanto, resolveu-se o “caso Podence” com o Sporting a receber 7 milhões de euros, “um valor ajustado ao valor de mercado” do jogador.

Ficaram por resolver dois casos de jogadores: Viviano (“estamos a negociar a sua rescisão) e Matheus Oliveira que “preferiu não jogar futebol”.

Após um ano de mandato, “o Sporting está muito mais governável do que estava, a situação financeira está muito melhor. Não estamos na situação ideal, mas temos de criar talento para utilizar e exportar”.

Contestação? “Ao primeiro desaire lá saem os esqueletos do costume. Continuamos a trepar para sair do fosso enquanto alguns puxam para baixo”.


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