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Bispo do Funchal garante: "D. Tolentino não vai mudar em nada"

01 set, 2019 - 23:00

D. Nuno Brás reconhece que a elevação do bispo madeirense ao cadinalato é "uma alegria para toda a região e de modo muito particular para a diocese do Funchal", mas - garante - D. Tolentino continuará a ser o mesmo, "na sua simplicidade, proximidade, na preocupalção em olhar para a Cultura e para o mundo contemporâneo".
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De sacerdote a cardeal num ano. O percurso meteórico de D. Tolentino Mendonça
De sacerdote a cardeal num ano. O percurso meteórico de D. Tolentino Mendonça

O bispo do Funchal, D. Nuno Brás, manifesta, em declarações à Renascença, satisfação pela elevação do bispo madeirense José Tolentino Mendonça ao cardinalato, confessando que, apesar de ser expectável, a notícia não deixou de o surpreender.

"É uma notícia de certa forma esperada, porque o lugar de bibliotecário e arquivista da Santa Igreja é, habitualmente, um lugar cardinalício, mas é sempre inesperado, é sempre uma surpresa, uma agradável surpresa", diz D. Nuno.

"O senhor D. José Tolentino era membro do presbitério do Funchal até há um ano, pelo que é uma alegria para toda a região e, de modo mto particular, para a diocese do Funchal. É uma honra. estamos com ele e estamos muito contentes. "É sempre uma honra um membro do nosso presbitério ser elevado à dignidade de cardeal", reforça.

D. José Tolentino torna-se no segundo cardeal da História nascido na Madeira, depois de D. Teodósio de Gouveia, bispo na primeira metade do séc. XX, facto que D. Nuno Brás gostaria que constituísse "um estímulo para que os cristãos da Madeira vivam cada vez melhor a sua vida cristã".

Com esta decisão papal, Portugal passa a ter cinco cardeais, um facto a que o bispo do Funchal não quer dar especial relevância: "Na Igreja, as coisas já não se contam assim. No séc. XIX e nos séculos anteriores, isso podia ser importante. Hoje, aquilo que os cardeias têm diante de si é o bem de toda a Igreja, da Igreja universal e não 'puxar a brasa à sua sardinha". Mas, obviamente, é uma honra para Portugal - um país tão pequeno - ter um número tão elevado de cardeias. Isso mostra também como o Papa Francisco olha para Portugal e para a fé dos portugueses."

Num olhar mais pessoal, D. Nuno mostra-se convicto de que esta honra em nada mudará D. José Tolentino: "Conheço-o desde os tempos do seminário e estou absolutamente seguro de que isso não vai mudar o homem, a não ser naquilo que, de certa forma ele, já tinha, que é o reforço da sua perspetiva da Igreja universal. Até ao ano passado, ele olhava para a Igreja a partir de Portugal e agora olha para Portugal a partir da perspetiva da Igreja universal. Há uma mudança de perspetiva. Pessoalmente, na sua simplicidade, na proximidade, na preocupalção em olhar para a Cultura e para o mundo contemporâneo, tenho a certeza de que não itrá mudar em nada."

Antes destas declarações à Renascença, D. Nuno Brás tinha felicitado D. josé Tolentino Mendonça em nome da diocese do Funchal.


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