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Partidos contam gastar 8,1 milhões de euros na campanha, menos do que em 2015

28 ago, 2019 - 13:52

PS e PSD são os partidos que contam gastar mais dinheiro, com valores que ultrapassam os 2 milhões de euros.
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Os partidos que concorrem às eleições legislativas de 6 de outubro contam gastar 8,1 milhões de euros na campanha. O valor é inferior aos 8,8 milhões estimados em 2011, apesar de haver mais forças políticas na corrida à Assembleia da República.

De acordo com os orçamentos publicados hoje no site da Entidade das Contas e Financiamentos Políticos, o PS é o partido que mais conta gastar na campanha. Os socialistas baixaram o orçamento em relação a 2015, mas serão a força política com mais despesas previstas. Apresentam um orçamento de 2,4 milhões de euros, dos quais as maiores fatias serão para comícios, espetáculos, propaganda e comunicação impressa e digital.

O PSD é o segundo partido que conta gastar mais. Em 2015, PSD e CDS-PP concorreram juntos às legislativas e foi a coligação Portugal à Frente que apresentou o maior orçamento de campanha, 2,8 milhões de euros. Este ano os sociais-democratas prevêm gastar 2,05 milhões de euros, dos quais 650 mil estão destinados a custos administrativos e operacionais e 400 mil para estruturas, cartazes e telas. Já o CDS prevê gastar 700 mil euros.

A Coligação Democrática Unitária (CDU), formada pelo PCP e os Verdes, inscreve 1,2 milhões de euros de despesas previstas com a campanha, valor abaixo dos 1,5 milhões de 2015. O Bloco de Esquerda aumenta o seu orçamento de 600 mil euros, de há quatro anos, para mais de 983 mil este ano.

O PAN prevê gastar quase 139 mil de euros, um valor bastante acima dos 30 mil euros de 2015, mas ainda assim abaixo dos valores apresentados pelo Aliança e Chega. O partido liderado pelo ex-primeiro-ministro Pedro Santana Lopes orçamentou despesas de 250 mil euros e o presidido por André Ventura de 150 mil euros.

O PDR prevê gastar 100 mil euros na campanha, a Iniciativa Liberal 50 mil euros, seguidos do Juntos Pelo Povo, que orçamentou 28 mil euros, e o RIR de Tino de Rans, que contabilizou 25 mil euros para despesas.

Já o PCTP-MRPP conta gastar 18 mil euros na campanha para as legislativas, o Livre 11 mil euros e o PTP 4 mil. Os partidos que menos contam gastar na campanha são o PNR e o PURP, com 1.500 euros cada um, e o MPT, que conta ter zero euros de receitas e despesas com a campanha.

Os partidos Nós, Cidadãos!, MAS, PPM e POUS não entregaram, até à data, a estimativa de receitas e despesas no Tribunal Constitucional.

Em 2015 concorreram às legislativas 16 forças políticas, apenas 12 em todos os círculos eleitorais. Este ano os dados finais ainda não foram disponibilizados pela Comissão Nacional de Eleições, mas o boletim de voto deverá crescer em vários círculos, em alguns casos para as 21 candidaturas.

Das 18 forças políticas que entregaram os seus orçamentos, nove contam receber subvenção estatal, a que têm direito os partidos que obtenham representação parlamentar e cujo valor varia em função dos resultados eleitorais.

O PS e o PSD contam que a totalidade das suas despesas seja coberta pela subvenção estatal – estimando receitas nesta rubrica de 2,4 e 2,05 milhões, respetivamente -, enquanto o BE conta receber 890 mil euros do Estado e a CDU 885 mil euros.

Como habitualmente, o CDS-PP não inscreve no orçamento entregue o valor que prevê receber do Estado, estimando 700 mil euros de receitas como contribuição do partido, enquanto o PAN conta com 138 mil euros do Estado.

Entre os partidos atualmente sem representação parlamentar, o Aliança espera receber 250 mil euros do Estado, enquanto o RIR conta com 140 mil euros de subvenção estatal, o JPP 28 mil e o Livre 11 mil.


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